O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 89

46

Para uma intervenção, tem a palavra ao Sr. Deputado José Luís Ferreira, do Grupo Parlamentar de Os

Verdes.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: As primeiras palavras são

para, em nome de Os Verdes, saudar a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do concelho de Santarém,

não só por ter dinamizado esta petição mas também por todo o trabalho que tem vindo a desenvolver na defesa

dos serviços púbicos, muito em particular na área da saúde.

Como sabemos, o Hospital Distrital de Santarém abrange geograficamente as populações dos concelhos de

Almeirim, Alpiarça, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Rio Maior, Salvaterra de Magos e Santarém,

abarcando no seu conjunto cerca de 200 000 habitantes.

Sucede que a restruturação hospitalar do Governo anterior foi feita, naturalmente, à luz da conceção política

que o Governo PSD/CDS tinha sobre o Serviço Nacional de Saúde, ou seja, a aplicação de cortes cegos no

setor da saúde, na concentração de valências e no encerramento de serviços por todo o País, dificultando a

articulação entre os níveis de prestação de serviços e, por outro lado, limitando, também, o acesso das

populações aos cuidados de saúde, em especial das regiões mais afastadas dos centros hospitalares.

Aliás, no caso do Hospital Distrital de Santarém, a sua reclassificação como unidade hospitalar inserida no

Grupo 1 levou de imediato as populações, as comissões de utentes e até os autarcas a manifestarem-se contra

esta medida, com receio de uma eventual perda de especialidades, até porque, ao longo dos anos, a crescente

falta de médicos de família e o encerramento de extensões de saúde na Lezíria já haviam dificultado a

necessária articulação entre os cuidados de saúde primários e hospitalares, com um número de situações

dramáticas vividas ao nível das urgências hospitalares em constante crescimento. Tempos de espera elevados,

com os utentes em macas e retendo as ambulâncias dos corpos de bombeiros durante horas no hospital foram

casos que ocorreram com demasiada frequência.

Ora, acompanhando os peticionários nos seus objetivos, Os Verdes trazem hoje para discussão uma

iniciativa legislativa exatamente com o propósito de dotar o Hospital Distrital de Santarém…

O Sr. Presidente: — Acabou o seu tempo, Sr. Deputado.

O Sr. José Luís Ferreira (Os Verdes): — Termino já, Sr. Presidente.

… e centros de saúde da Lezíria não só de meios humanos mas também de meios materiais, assim como

pela garantia da defesa da Maternidade do Hospital de Santarém.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Hugo Costa, do Grupo Parlamentar

do PS.

O Sr. Hugo Costa (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Em nome do Grupo Parlamentar do Partido

Socialista, saúdo os peticionários desta iniciativa.

A saúde no distrito de Santarém, seja na Lezíria do Tejo, seja no Médio Tejo, é preocupante e necessita de

medidas de carácter urgente.

O Hospital de Santarém, objeto da petição e dos projetos em análise, serve uma população de cerca de 200

000 pessoas. Trata-se de um edifício da década de 1980 e que necessita de um conjunto de obras,

designadamente no bloco operatório, obras essas que já foram assumidas, e bem, pelo Ministério da Saúde.

Nos últimos tempos, temos assistido a várias e graves notícias sobre o Hospital de Santarém, nomeadamente

em relação às situações caóticas nas urgências, aos receios da população pela perda de valências e à

necessidade de realização das obras já referidas. Para além disso, a falta de médicos é uma realidade conhecida

da região, nomeadamente de médicos de família.

O Serviço Nacional de Saúde é um património histórico do Partido Socialista, mas que nesta região não está

a servir condignamente os cidadãos, sendo esta uma problemática consensual entre os autarcas, os utentes e

os profissionais de saúde.

Páginas Relacionadas
Página 0050:
I SÉRIE — NÚMERO 89 50 que aqui mostram uma grande apreensão e que é
Pág.Página 50
Página 0051:
21 DE JULHO DE 2016 51 condições da sua vida de trabalho. E, Sr.as e Srs. Deputados
Pág.Página 51