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21 DE JULHO DE 2016

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pressão a que é sujeito o serviço de urgência, a que acorre em grande número essa população envelhecida,

muito carente de cuidados de proximidade.

Em períodos de maior afluxo, seja pelo muito frio ou, como agora, pelo muito calor, os serviços entram mesmo

em rutura, com macas pelos corredores e muitas horas de espera no atendimento.

Estes episódios de urgência, ou mesmo de emergência, são enfrentados por profissionais esforçados mas

insuficientes. Pior: demasiadas vezes, são enfrentados por equipas profissionais precários, tarefeiros

contratados a empresas externas. Nestas circunstâncias de precariedade e de instabilidade laboral, só por

milagre as equipas poderão alcançar os níveis de coesão indispensáveis a quem, a cada momento, tem de

resolver problemas críticos.

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, já ultrapassou o tempo de que dispunha.

O Sr. Carlos Matias (BE): — Vou terminar, Sr. Presidente.

De resto, todo o Hospital padece de falta de profissionais e, portanto, estas situações explicam os receios

das populações, bem expressos na petição que agora apreciamos e cujos peticionários saudamos. Daí as

recomendações que avançamos no nosso projeto de resolução.

O Sr. Presidente: — Peço-lhe que conclua, Sr. Deputado.

O Sr. Carlos Matias (BE): — É preciso passar do estudo à concretização, quer de uma nova urgência básica,

quer de recomendações que aqui apresentamos, porque as populações da Lezíria do Tejo o exigem e, Sr.

Presidente, sobretudo, porque as populações o merecem.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para concluir o debate sobre este ponto da ordem de trabalhos, tem a palavra, para

uma intervenção, o Sr. Deputado Nuno Serra, do Grupo Parlamentar do PSD.

O Sr. Nuno Serra (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Queria deixar um cumprimento especial

aos peticionários e começar esta intervenção por referir a importância do Hospital Distrital de Santarém para

toda aquela região e, acima de tudo, para os mais de 200 000 utentes que este Hospital abrange.

Por essa razão, felicito não só aqueles que hoje trouxeram aqui esta petição e estas preocupações mas

também todos os que, ao longo destes anos, têm trabalhado nesta instituição, sejam médicos, enfermeiros,

colaboradores nas mais diversas áreas, que têm feito um trabalho de excelência, tornando esta unidade de

referência nacional em muitas das suas valências.

Deixamos um alerta a quem é responsável pela governação hospitalar, tanto central como localmente: é

importante motivar e preparar os novos que entram para que mantenham o nível de excelência que marcou a

história do Hospital de Santarém.

Quanto à petição, é justo referir a preocupação na contratação de médicos e esta contratação tem sido

premente, quer ao nível hospitalar, quer ao nível dos cuidados de saúde primários, quer pela tutela anterior,

quer por esta tutela.

O PSD tem constatado e acompanhado os inúmeros concursos para a contratação de médicos que têm

ficado vazios, não porque os governos assim o querem mas porque não existem médicos para preencher as

vagas e, quando existem, preferem outras localizações ou outras condições. Aliás, existe, neste momento, uma

autorização para a abertura de um concurso para 23 novos médicos, que esperamos que tenha um final muito

mais feliz do que aqueles que aconteceram no passado.

Quanto ao encerramento da maternidade já se provou e comprovou que nunca foi equacionado. Segundo os

dados e as fontes oficiais, seja pelo número de partos que lá são realizados, seja pela competência e pela

excelência da equipa de ginecologia e obstetrícia, este serviço nunca, nunca seria para encerrar mas, sim, para

ser um serviço de excelência nacional.

Para o PSD, além de muitas outras preocupações, existe uma que tem de ser uma prioridade neste momento.

É a questão do bloco operatório do Hospital Distrital de Santarém e, nesse sentido, acompanhamos os diplomas

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