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20 DE JANEIRO DE 2017

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Gostaria de terminar, Sr. Deputado Luís Graça, fazendo também uma síntese daquilo que é esta experiência

de renovar o Serviço Nacional de Saúde através de uma política de saúde mais orientada para o interesse

público, que fez com que terminássemos o ano com melhores resultados em tudo, à exceção de apenas uma

coisa, Sr. Deputado: as urgências. É verdade que falhámos no que respeita às urgências. Falhámos a motivação

que tínhamos de persuadir os portugueses a utilizarem mais o centro de saúde.

O Sr. Hélder Amaral (CDS-PP): — Porque é que será?!

O Sr. Ministro da Saúde: — Mas, repare, Sr. Deputado: em dezembro, tivemos a maior concentração

epidémica de vírus e de difusão do vírus desde sempre. A essa situação responderam 100 pontos de utilização

hospitalar — 100 pontos de utilização hospitalar! —…

Protestos do Deputado do CDS-PP Hélder Amaral.

… e abrimos, Srs. Deputados, mais de 200 pontos nos cuidados de saúde primários em atendimento

prolongado.

Aplausos do PS.

Sabe o que é que aconteceu nos últimos 15 dias, Sr. Deputado? Apesar da preocupação em encontrar algo

que tem sido tão difícil encontrar, aumentou em 20% a ida às consultas alargadas nos centros de saúde.

A Sr.ª Maria Antónia Almeida Santos (PS): — É verdade!

O Sr. Ministro da Saúde: — E vamos continuar, incluindo nos centros de saúde radiologia simples,

eletrocardiografia, análises clínicas, saúde oral, saúde visual, psicólogos. Vamos, com isso, dar maior

resolutividade aos centros de saúde e ter a certeza de que, com médicos de família de qualidade, com

enfermeiros de família de qualidade, vamos atrair cada vez mais a procura por parte dos cidadãos desse tipo de

cuidados continuados integrados.

Sr. Deputado, este foi, de facto, um ano que nos deve encher a todos de orgulho. Fizemos ainda muito pouco,

dada aquela que era a expectativa dos portugueses, mas há uma coisa importante que deve aqui ser dita:

fizemos política com seriedade, fizemos política com humildade. Fomos capazes de ser insensíveis àqueles que

procuram apenas ver na desgraça, na fatalidade e no sofrimento uma oportunidade política.

Aplausos do PS.

Que diferença, Sr. Deputado, entre fazer política com respeito pelas pessoas, com vontade de as servir, e

fazer política apenas minado por desejos de vingança, de vendetta e de desforra.

O Sr. Hugo Lopes Soares (PSD): — Isso, vindo de uma bancada que fez o que fez, é inacreditável!

O Sr. Ministro da Saúde: — A nossa desforra é só uma: resgatar o Serviço Nacional de Saúde, devolvê-lo

aos portugueses e pô-lo em condições de servir os portugueses e as portuguesas.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Srs. Deputados, chegámos ao fim deste debate ao abrigo do artigo 225.º

do Regimento da Assembleia da República.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Sr. Presidente, peço a palavra.

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Para que efeito, Sr. Deputado?

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