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I SÉRIE — NÚMERO 66

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A Sr.ª Secretária (Idália Salvador Serrão): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, o voto é do seguinte teor:

«Faleceu no passado domingo Manuel Reis, figura ímpar da vida cultural e cívica de Lisboa e do País, criador

e dinamizador de projetos que abriram os horizontes da cidade e a marcaram de forma singular.

Manuel Reis, nascido no Algarve, transformou as noites de Lisboa, primeiro nos anos 80, com o icónico

Frágil, no Bairro Alto, e, mais tarde, com o Lux Frágil, contribuindo para a recuperação da zona ribeirinha da

cidade.

A sua visão e arrojo marcaram a recuperação do Bairro Alto, bem como uma geração de jovens estudantes

e artistas que encontraram no Frágil um lugar de liberdade, de criação e divulgação do seu trabalho. Os espaços

noturnos dinamizados por Manuel Reis afirmaram-se como marcos culturais da cidade de Lisboa que deixaram

uma marca em várias gerações.

Como referiu Miguel Esteves Cardoso em artigo recente: ‘Manuel Reis é um génio de Lisboa, daqueles que

emergem das lamparinas e que nos oferecem três desejos. Quanto mais impossíveis os desejos, mais ele teima

em realizá-los.’

Assim, reunida em sessão plenária no dia 28 de março de 2018, a Assembleia da República exprime o seu

pesar pelo falecimento de Manuel Reis e endereça aos seus familiares e amigos as suas sentidas condolências.»

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Srs. Deputados, vamos votar este voto.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Passamos ao voto n.º 503/XIII (3.ª) — De condenação e pesar pelo atentado em Carcassonne, no sul de

França, apresentado pelo Presidente da AR e subscrito pelo Vice Presidente da AR, em substituição do

Presidente da AR, Jorge Lacão, por Deputados do PS, do PSD e do CDS-PP. Peço igualmente à Sr.ª Secretária

Deputada Idália Serrão o favor de ler este voto.

A Sr.ª Secretária (Idália Salvador Serrão): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, o voto é do seguinte teor:

«Foi com profunda consternação que a Assembleia da República tomou conhecimento da ocorrência de um

novo atentado terrorista, na passada sexta-feira, 23 de março, em Carcassonne, no sul de França.

Deste ataque resultaram 4 mortos, entre os quais o próprio atacante, e 16 feridos.

Entre os feridos, continua em estado grave o cidadão português Renato Silva, de 26 anos, natural de Coimbra

e filho de emigrantes portugueses em França.

O terrorismo é uma ameaça global que exige respostas globais e cooperativas.

A Assembleia da República reafirma o compromisso de Portugal no combate ao terrorismo e sublinha a ação

determinada e corajosa das autoridades policiais francesas, em particular do Tenente-Coronel Arnaud Beltrame,

que perdeu a vida ao trocar de lugar com um refém.

Assim, reunidos em sessão plenária, os Deputados à Assembleia da República expressam a sua condenação

por estes atentados, transmitindo o mais profundo pesar às famílias das vítimas e a sua mais sincera

solidariedade às autoridades e ao povo francês.»

O Sr. Presidente (Jorge Lacão): — Srs. Deputados, vamos votar este voto.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Na sequência dos votos que acabámos de aprovar, vamos guardar 1 minuto de silêncio.

A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

Passamos ao voto n.º 506/XIII (3.ª) — De louvor pelo ato de heroísmo do Tenente-Coronel Arnaud Beltrame,

apresentado pelo CDS-PP e subscrito por Deputados do PSD e do PS. Peço ao Sr. Secretário da Mesa António

Carlos Monteiro que proceda à leitura deste voto.

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