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23 DE JUNHO DE 2018

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A Sr.ª Isabel Galriça Neto (CDS-PP): — Mas queremos um SNS melhor, um SNS integrado num sistema

de saúde robusto e moderno, preparado para enfrentar os desafios da inovação tecnológica, do envelhecimento,

do aumento das doenças crónicas, da sustentabilidade, da humanização e da qualidade assistencial.

Queremos um SNS forte, um verdadeiro pilar da coesão social e do sistema alargado de saúde, em que os

cuidados geriátricos, os cuidados continuados e paliativos, o apoio aos milhares de cuidadores que neste País

desesperam por um estatuto que tarda em chegar, sejam verdadeiramente uma prioridade.

Também aqui o CDS não deixará de estar atento e de continuar a pugnar pela dignidade e qualidade de vida

dos mais frágeis, dos que, efetivamente, precisam de mais e melhores respostas do sistema de saúde.

Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Vou terminar, não sem antes prestar tributo a António Arnaut e a

João Semedo, a quem, apesar das divergências conhecidas, reconhecemos valor.

Desejamos que deste debate resulte, efetivamente, o que é imprescindível e essencial: uma nova etapa no

desenvolvimento do Serviço Nacional de Saúde, uma etapa que permita zelar pelo melhor interesse dos

portugueses, pela melhoria da saúde de todos e pelo progresso de Portugal.

Aplausos do CDS-PP.

A Sr.ª Presidente (Teresa Caeiro): — Para pedir esclarecimentos, inscreveu-se a Sr.ª Deputada Maria

Manuel Rola, a quem dou a palavra.

A Sr.ª Maria Manuel Rola (BE): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados, Sr.ª Deputada Isabel Galriça Neto, bem

sabemos que este é um debate que causa desconforto ao CDS.

Protestos do CDS-PP.

Sabemos igualmente bem que, afinal, por vocês, o Serviço Nacional de Saúde não existiria, e relembramos

que votaram contra a sua criação.

Vozes do CDS-PP: — E porquê?!

A Sr.ª Maria Manuel Rola (BE): — Também sabemos, e muito bem, como o Serviço Nacional de Saúde é,

inquestionavelmente, uma das maiores conquistas do 25 de Abril e como, mais uma vez, isto custa ao CDS.

Custa e custa muito!

A Sr.ª Ana Rita Bessa (CDS-PP): — Por acaso, não!

A Sr.ª Maria Manuel Rola (BE): — Lembramo-nos de que, sempre que puderam, atacaram o SNS: a Lei de

Bases atual foi aprovada com os votos do CDS; no Governo de má memória do PSD e do CDS fizeram o que

puderam para continuar a sua destruição — e, infelizmente, não o relembraram aqui —, seja com o aumento de

taxas moderadoras ou através do desinvestimento e da concessão a privados; e, por falar em «cavalo de Troia»,

teriam a intenção de — imagine-se! — devolver os hospitais do Serviço Nacional de Saúde às misericórdias,

como se o Estado não pagasse rendas por estes edifícios e como se a saúde não fosse coisa de todos mas

apenas de alguns. A saúde não é das misericórdias!

PSD e CDS tiraram mais de 1000 milhões de euros, excluíram 4000 profissionais e o CDS tinha este plano

muito concreto de entregar um quarto dos hospitais do SNS às misericórdias!

Felizmente, chegámos a tempo de travar as vossas intenções, apesar de três hospitais, que já haviam

entregue, lá se manterem. E é da reversão dessa trajetória, desde 1990, de que estamos aqui a falar: a trajetória

de privatização da saúde, de que vocês têm sido obreiros.

Bem sabemos que historicamente o debate da manutenção do Serviço Nacional de Saúde público e acessível

não é um debate que interesse ao CDS.

Protestos do CDS-PP.

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