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7 DE JULHO DE 2018

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O Sr. Bruno Dias (PCP): — Como é que este homem se lembrou disto?!

O Sr. António Lima Costa (PSD): — As propostas de âmbito fiscal hoje apresentadas integram-se neste

princípio e são um bom contributo para o debate. Elas devem ser vistas em conjunto com as excelentes medidas

propostas pelo Movimento pelo Interior, devem ser vistas em conjunto com as propostas que o PSD, através do

Conselho Estratégico Nacional, a seu tempo apresentará e também com as ideias que o Partido Socialista

certamente terá. Portanto, haverá, em breve, um leque muito alargado de medidas fortes, radicais, essenciais

para mudar o estado a que o interior do País chegou.

O Sr. JoãoOliveira (PCP): — Começou o namoro!

O Sr. António Lima Costa (PSD): — Mas, Sr.as e Srs. Deputados, essa não é a dificuldade, esse não é o

ponto. O ponto não é saber o que fazer pelo interior, o ponto é como fazer. Essa é que é a dificuldade, porque

implementar essas medidas fortes, radicais, é uma tarefa hercúlea que nenhum governo consegue sozinho levar

a cabo.

Só é possível concretizar-se o que já se sabe que tem de ser feito pelo interior se houver um entendimento

muito alargado no Parlamento, envolvendo, pelo menos, os dois maiores partidos portugueses.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Começou o namoro!

O Sr. António Lima Costa (PSD): — Só é possível com um pacto pelo interior.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — O pacto com laranja?

O Sr. António Lima Costa (PSD): — Saber se há disponibilidade para um pacto pelo interior é, pois, a

questão que se nos coloca a todos nós nesta Câmara.

Da parte do PSD, como ainda agora demonstrámos ao viabilizar o pacote da descentralização para as

autarquias locais, há total disponibilidade para esse pacto pelo interior, porque o PSD coloca sempre o interesse

de Portugal em primeiro lugar.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção por Os Verdes, tem a palavra a Sr.ª Deputada Heloísa Apolónia.

Faça favor, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados:

Se isto não fosse tão sério até poderia dar vontade de rir, designadamente esta última parte da intervenção do

PSD, onde fez um apelo, quase em termos de caridade, ao PS para que continue a fazer acordos com o PSD

e, desta vez, lembrou-se de mais um tema: a coesão territorial.

O alerta de Os Verdes vai aqui para o Partido Socialista, para que se deixe dessa onda de acordos com o

PSD porque isso não dá bom resultado. E nesta matéria, então, não dará mesmo bom resultado.

O Sr. Deputado do PSD dizia: «O que menos interessa às pessoas do interior é falar do passado». Errado!

É muito importante falar do passado, primeiro, porque nem todos têm responsabilidade e, designadamente, se

chegámos ao ponto a que chegámos relativamente às assimetrias regionais que temos no País, isso deve-se a

governos alternados do PS e do PSD, que cavaram essa interioridade, e essa responsabilidade é importante.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Com o CDS!

A Sr.ª Heloísa Apolónia (Os Verdes): — Sim, é verdade, também muitas vezes com o CDS a acompanhar.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Exatamente!

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