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I SÉRIE — NÚMERO 11

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A sua carreira artística começou no fado. Mariema, nome pelo qual era conhecida, foi, inclusivamente, a

criadora do famoso O fado mora em Lisboa.

Em 1964, chega ao Parque Mayer para se vir a tornar numa das figuras de referência do teatro de revista.

No Teatro ABC, no Maria Vitória ou no Variedades, protagonizou inúmeros papéis que lhe granjearam a

admiração do grande público, reforçada mais tarde pela presença assídua na televisão.

Colaborou ainda com Filipe La Féria no programa Grande Noite e nos musicais Amália e My Fair Lady, que

estiveram em cena no Politeama.

A par do teatro de revista e dos musicais, a carreira de Mariema passou pelo Teatro Nacional D. Maria II e

pelo cinema, tendo participado em filmes como Refrigerantes e Canções de Amor, de Luís Galvão Teles, Axilas,

de José Fonseca e Costa, ou Os Gatos Não Têm Vertigens, de António-Pedro Vasconcelos.

A sua última participação televisiva deu-se na série da RTP Conta-me como Foi, estreada em 2007.

Reunidos em sessão plenária, os Deputados à Assembleia da República reconhecem, assim, o percurso de

Mariema no teatro português e transmitem à sua família e amigos as mais profundas condolências pelo seu

desaparecimento.»

O Sr. Presidente: — Passamos à votação do voto que acabou de ser lido.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

Srs. Deputados, na sequência dos dois votos de pesar que acabámos de aprovar, vamos guardar 1 minuto

de silêncio.

A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

Passamos ao Voto n.º 634/XIII/4.ª (apresentado pelo PCP e subscrito por Deputados do PS) — De saudação

pelo 20.º aniversário da atribuição do Nobel da Literatura a José Saramago.

Peço à Sr.ª Deputada Sandra Pontedeira o favor de ler este voto.

A Sr.ª Secretária (Sandra Pontedeira): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, o voto é do seguinte teor:

«Cumpre-se, em 2018, o 20.º aniversário da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago. A

sua vasta, notável e singular obra literária, assim reconhecida internacionalmente, ficará como marca impressiva

na história da literatura portuguesa.

Ao longo da sua carreira, José Saramago recebeu 18 prémios literários. Ao ser distinguido, em 1998, com o

Nobel, o único atribuído até hoje a um autor de língua portuguesa, Saramago conferiu uma dimensão mundial

sem precedentes à literatura, à língua e à cultura portuguesas e tornou-se o mais universal dos escritores

portugueses, traduzido e editado em 27 países.

As dimensões intelectual, artística, humana e cívica fazem de José Saramago uma figura maior na história

do nosso País. Interveniente ativo na resistência ao fascismo, Saramago deu continuidade a essa intervenção

no período posterior ao 25 de Abril de 1974, enquanto protagonista da construção de uma democracia que tinha

como referência primeira a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País. Foi militante do Partido

Comunista Português desde 1969 até ao final da sua vida.

No discurso na Academia Sueca, José Saramago disse: ‘A voz que leu estas páginas quis ser o eco das

vozes conjuntas das minhas personagens’. No dia em que regressou a Lisboa, após a atribuição do Nobel, no

final de uma sessão de homenagem organizada pelo Partido Comunista Português, Saramago dirigiu-se ao

Terreiro do Paço para dar um abraço solidário aos trabalhadores que ali levavam a cabo uma jornada de luta

contra as alterações à legislação laboral.

A Assembleia da República, reunida em sessão plenária, assinala o 20.º aniversário da atribuição do Prémio

Nobel da Literatura a José Saramago, relevando a importância da obra deste escritor de grande mérito artístico

e de indiscutível prestígio nacional e internacional.»

O Sr. Presidente: — Vamos proceder à votação do voto que acaba de ser lido.

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