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I SÉRIE — NÚMERO 69

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O seu humanismo, experiência e sentido de humor tornou-o numa figura incontornável do PSD e do

Parlamento, sendo muito mais do que espectador. É justo dizer que muitas coisas aconteceram como

aconteceram devido à sua sensibilidade para a gestão mediática.

Zeca Mendonça, como era carinhosamente conhecido, foi a personificação do ideal da convivência

democrática, estimado e respeitado por todos a quem a sua vida tocou — as lideranças do seu partido, o grupo

parlamentar, os colegas de trabalho, os dirigentes e trabalhadores dos diferentes partidos e todos os jornalistas,

dos veteranos aos mais novos.

A sua partida deixa em todos nós um vazio difícil de preencher. A melhor forma de honrar Zeca Mendonça é

sabendo, todos nós, que há mais a unir-nos — na vida e na política — do que a separar-nos.

Assim, a Assembleia da República, reunida em Plenário, exprime o seu pesar pelo falecimento de Zeca

Mendonça e endereça as suas condolências aos seus familiares.

Até sempre, Zeca Mendonça!»

O Sr. Presidente: — Vamos votar.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

O Governo, através do Sr. Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, aqui presente, acaba de

informar a Mesa que também se associa ao voto de pesar, que acabámos de votar, pela morte de Zeca

Mendonça.

Segue-se o Voto n.º 796/XIII/4.ª (apresentado pelo PS) — De condenação e pesar pelo massacre na aldeia

de Ogossagou, Mali.

A Sr.ª Secretária Sandra Pontedeira vai proceder à leitura deste voto. Tem a palavra.

A Sr.ª Secretária (Sandra Pontedeira): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, o voto é do seguinte teor:

«No passado dia 23 de março, ocorreu mais um massacre na região centro do Mali, desta feita na aldeia de

Ogossagou, que levou à morte de 135 civis, incluindo mulheres e crianças.

A população desta região do Mali tem sofrido recorrentemente com a multiplicação dos confrontos e

consequente escalar da violência entre o grupo Fulani e os grupos étnicos Bambara e Dogon que, ao longo do

tempo, criaram as suas próprias milícias anti-jihadistas de autodefesa. Só em 2018, estes confrontos étnicos

entre as duas fações levaram à morte de mais de 500 civis na região centro do Mali, de acordo com a ONU.

No domingo, após o massacre, foi convocado um Conselho de Ministros extraordinário, na presença do

recém-eleito Presidente Ibrahim Boubacar Keita, tendo sido ordenada a dissolução da milícia Dan Nan

Ambassagou, composta por grupos de etnia Dogon, ao qual se atribui a autoria do massacre, como forma de

deixar claro ao país que a proteção das populações continuará a ser assumida unicamente pelo Estado maliano

e não por milícias armadas.

Assim, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária:

Condena e repudia veementemente o massacre ocorrido na aldeia de Ogossagou, no Mali, bem como todos

os atos de violência perpetrados contra a população daquele país, expressando o seu profundo pesar pela morte

destes 135 civis e de todos quantos até hoje faleceram em resultado deste conflito;

Apela a que sejam responsabilizados os autores do massacre e a que sejam tomadas medidas para garantir

a segurança e proteção da população do centro do Mali, através do desarmamento e desmantelamento de todas

as milícias que atuam na região;

Reitera os esforços da comunidade internacional e o seu apoio às autoridades do Mali, visando a paz e

estabilidade daquele território, bem como a necessidade de uma resolução rápida do conflito, e à plena

implementação do Acordo de Paz e Reconciliação no Mali.»

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar o voto que acabou de ser lido.

Submetido à votação, foi aprovado por unanimidade.

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