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I SÉRIE — NÚMERO 101

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encontrada a explicação, Sr.ª Deputada, e os portugueses estavam definitivamente condenados a não poder

aceder aos serviços de saúde.

Sr.ª Deputada Ana Rita Bessa, os tempos de resposta são, de facto, um dos nossos grandes problemas, que

penso que temos de trabalhar na próxima Legislatura. Mas eles são também a prova de que há mais portugueses

a acederem ao Serviço Nacional de Saúde e são também a prova daquilo que aconteceu, que foi este Governo

ter diminuído de 270 para 180 dias, em prioridade normal, os tempos para cirurgia. Ora, está claro que isso veio

enviesar, de alguma forma, toda a casuística que a Sr.ª Deputada apresentou.

Srs. Deputados, quero ainda dizer que, de facto, este Governo tem consciência do que falta fazer — e muito

nos falta fazer! — e garantidamente fá-lo-emos com sensibilidade social e com responsabilidade orçamental.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Srs. Deputados, uma vez que a Mesa não regista inscrições,

pergunto ao Partido Social Democrata se está em condições de encerrar o debate.

O Sr. Adão Silva (PSD): — Estamos em condições, estamos, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Muito bem.

O Sr. Moisés Ferreira (BE): — Sr. Presidente, peço a palavra, para uma intervenção.

O Sr. Presidente (José de Matos Correia): — Há ameaças que produzem imediatamente consequências.

Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Moisés Ferreira, do Bloco de Esquerda.

O Sr. Moisés Ferreira (BE): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O acesso à saúde deve ser célere e

não deve haver dúvidas sobre isto. Tempos de espera de vários meses para consultas ou cirurgias não devem

existir no Serviço Nacional de Saúde e também não deveriam existir dúvidas sobre isto.

Esta máxima vale para o Portugal de 2013, 2014, 2015, como vale para o Portugal de 2018, 2019, 2020 e

daí em diante.

Por isso, não esquecemos — mas o PSD e o CDS-PP querem sempre esquecê-lo — que, em 2014, também

se registavam tempos de espera de mais de dois anos, 658 dias, para uma consulta, por exemplo, de

hematologia em Aveiro, inclusivamente para doentes com cancros no sangue. Eram mais de dois anos à espera,

em 2014.

Sabemos que, nestes debates, o PSD e o CDS-PP querem passar uma borracha sobre o passado, dizem

que o passado não interessa nada, como se ele não condicionasse o presente e o futuro, mas esta é também a

realidade. Na experiência do Governo do PSD e do CDS-PP, doentes com cancro estavam dois anos à espera

de uma consulta, como havia, também, utentes que esperavam mais de sete meses para a marcação de uma

consulta com o médico de família em Vila Franca de Xira, porque havia 1,5 milhão de utentes sem médico de

família. Interessa não esquecer isto, como interessa também não esquecer que, em 2014, o tempo médio para

uma consulta de oftalmologia, por exemplo, em Lamego, num ano, aumentou 500%.

E como reagiam o PSD e o CDS-PP, com o seu Governo, a tudo isto? Reagiam cortando no orçamento e

em profissionais, como se isto fizesse algum sentido.

Nós aqui, na bancada do Bloco de Esquerda, não esquecemos este passado, não esquecemos o passado

do PSD e do CDS-PP, não esquecemos o que fizeram e o que não fizeram, sempre para destruir o Serviço

Nacional de Saúde.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, também não ignoramos que, no presente, há muito para fazer no

Serviço Nacional de Saúde. Não passamos borrachas nem sobre o passado nem sobre o presente,…

A Sr.ª Ângela Guerra (PSD): — Ai passam, passam!

O Sr. Moisés Ferreira (BE): — … pelo que não esquecemos aquilo que outros partidos fizeram, como não

esquecemos o que se passa no presente.

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