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28 DE JUNHO DE 2019

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Querem outro exemplo? A Lei de Bases da Saúde. É espantoso! Andaram quatro anos nos arranjinhos,

fizeram o que quiseram, não fizeram o que não quiseram. Ao fim de quatro anos, chegaram a uma conclusão.

Durante esses quatro anos acertaram orçamentos, políticas setoriais, medidas concretas e específicas,…

O Sr. António Sales (PS): — Ainda bem para os portugueses!

O Sr. Miguel Santos (PSD): — … mas, ao fim desses quatro anos, os Srs. Deputados descobriram que têm

um problema ideológico. Não têm acordo! Não conseguem acordar na base dos princípios e de uma lei de bases.

Aplausos do PSD.

Conseguem acertar para onde vai o dinheiro, onde colocam o financiamento, onde carregam nos impostos,

mas, ao fim de quatro anos, os Srs. Deputados do Bloco e do PS descobrem que têm um problema ideológico.

Lá em casa, na casa do PS, na casa do Bloco e na casa do PCP, há um problema ideológico.

Portanto, é evidente que pode haver lei de bases, mas é preciso regressar à realidade, adotar um espírito

sério, de responsabilidade, abandonar esses experimentalismos sociais que o mundo e o tempo já há muito

renegaram e, com isso, ter um sentido de responsabilidade que possa, de facto, levar a saúde em frente.

Srs. Deputados, mais uma vez, é ir ao engano, é um zero à esquerda! Querem mais um exemplo? A ADSE.

A ADSE está com problemas, cruz-credo! A esquerda, com 1,3 milhões de portugueses na ADSE, diz que é um

problema grave, mas aí já não têm problemas ideológicos. Estes senhores não sabem, mas nós sabemos e

Portugal inteiro sabe que os beneficiários da ADSE estão contentes com o serviço que a ADSE lhes presta.

Pagam 3,5% dos seus ordenados e recorrem aos serviços que a ADSE lhes presta. Onde? Nos privados! Aí já

não há problema ideológico nenhum! Mas é verdade que a ADSE precisa de adotar medidas de sustentabilidade

como as que estão no parecer do conselho geral…

O Sr. Presidente: — Peço-lhe para concluir, Sr. Deputado.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Vou já terminar, Sr. Presidente.

Referia que a ADSE precisa de adotar medidas de sustentabilidade como as que estão no parecer do

Conselho Geral, onde estão representados os sindicatos, o qual foi entregue ao Governo em dezembro do ano

passado, e nos estudos do Conselho Diretivo da ADSE, no sentido de que é preciso alargar o número de

beneficiários e dar sustentabilidade financeira à ADSE. O que é que os senhores fizeram durante quatro anos?

Zerinho! Nada! Zero!

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, peço-lhe para concluir.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Vou terminar, Sr. Presidente.

Provavelmente estão à espera de que o problema se coloque efetivamente para depois, aí, sim, voltarem

aos experimentalismos sociais e rebentarem com um sistema que favorece e dá apoio na saúde a 1,3 milhões

de portugueses. Enfim!

Sr. Presidente, para terminar,…

O Sr. Presidente: — Tem mesmo de terminar, Sr. Deputado.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — É o que vou fazer, Sr. Presidente.

São quatro anos perdidos e vai ser muito complicado recuperá-los.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, chegámos, assim, ao final da nossa ordem do dia de hoje.

Lembro os Srs. Deputados de que amanhã teremos plenário, às 10 horas, com a seguinte ordem do dia:

Interpelação ao Governo n.º 32/XIII/4.ª (PS) — Sobre o tema «Ciência e Inovação».

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