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I SÉRIE — NÚMERO 109

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Europeia. E resta também saber se, em particular, o Partido Socialista vai manter o seu apoio à nova presidente

da Comissão Europeia.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Tem, agora, a palavra o Sr. Deputado Carlos Pereira, do Grupo Parlamentar do PS.

O Sr. Carlos Pereira (PS): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, em primeiro lugar, e em nome do Grupo

Parlamentar do Partido Socialista, felicito todos os Deputados pelo empenho, energia e, sobretudo, pelo

entusiasmo com que desempenharam as suas funções na Assembleia da República, em prol do povo português,

dando resposta à legítima vontade dos eleitores, nos desafios da cada vez mais exigente vida política

portuguesa.

Da nossa parte, não nos afastaremos desses desígnios, mas reforçaremos o ímpeto, a disposição e o desejo,

no fundo, o entusiasmo para fazermos mais e melhor no órgão da soberania portuguesa que legisla para os

cidadãos e fiscaliza os Governos eleitos democraticamente em nome dos portugueses.

A menos de um mês das eleições, vale a pena, porém, lembrar o passado para falar do futuro. Chegamos

aqui com resultados incontestáveis, porque desenhámos um bom Programa do Governo e cumprimos a sua

execução sem falhas e sem falsas promessas.

Risos do PSD.

Definimos metas firmes, baseadas em diagnósticos sérios e competentes, e fizemos tudo o que estava ao

nosso alcance para atingi-las.

Vozes do PS: — Muito bem!

O Sr. Carlos Pereira (PS): — Fomos sempre os guardiões da credibilidade e cumprimento das promessas

feitas.

Sr. Presidente, há quem hoje se queira «colocar em bicos de pés» para recolher dividendos eleitorais, mas

esses, lembro aqui, são os mesmos que sempre se colocaram à margem do cumprimento das metas, do défice

e da correção dos desequilíbrios. Para esses, o caminho era propor muito e tudo ao mesmo tempo.

Mas não fomos nessa cantiga. Aguentámos e resistimos, porque sabíamos que a recuperação da

credibilidade do País era indispensável para conquistarmos a confiança não só dos portugueses mas também

das instituições europeias e dos investidores.

Por isso mesmo, não construímos Orçamentos irrealistas ou definimos metas inalcançáveis. Fizemos quatro

Orçamentos para quatro anos. Não fizemos nenhum Orçamento retificativo, mesmo com todas as surpresas que

nos saíram do armário da anterior Legislatura.

O Sr. Carlos César (PS): — Muito bem!

O Sr. Carlos Pereira (PS): — Cumprimos o Programa do Governo e alcançámos todas as metas

apresentadas, nomeadamente a correção dos desequilíbrios que o País sustentava em 2015 e, também, a

entrega de rendimentos.

No ruído da pré-campanha para outubro de 2019, até parece que a atual solução governativa foi desenhada

a pensar no Bloco de Esquerda e no PCP, como se os portugueses ansiassem pela coletivização forçada dos

meios de produção, com expropriações em massa e nacionalizações em catadupa.

Protestos do PSD e do BE.

O Sr. João Oliveira (PCP): — Apanhou demasiado sol nas férias!

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