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20 DE FEVEREIRO DE 2020

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O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado André Ventura, do Chega, para uma intervenção.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, e, no entanto, eles continuam a morrer. Enquanto o PCP nos

faz o discurso bonito de que «lutaremos contra as PPP», de que «o povo unido jamais será vencido»,

continuamos à espera mais de 1000 dias, continuam a morrer pessoas no hospital de Lamego e no hospital de

Beja. Porquê? Porque «a grande luta continua», até que um dia já não haja luta para fazer, enquanto as pessoas

continuam a morrer.

Discutimos amanhã, nesta Câmara, a morte assistida. E nem mais: chega-nos hoje um projeto — que nem

é do Chega, por isso estou à vontade para dizer isto — que propõe que, só quando ultrapassado o tempo

máximo de espera, se possa aceder aos outros serviços. Basicamente, o que se diz é: «Para salvar a vida,

quando já não há um serviço que pegue, vamos lá ao setor privado ou social.» Mas não! O PCP não deixa, o

Bloco não gosta e o PS não se compromete.

Foi sempre assim e, no entanto, as pessoas vão morrendo e vão continuando a perder serviços. E o PCP

pergunta: «Bom, mas onde é que estão as PPP de Cascais, de Loures, etc.?» Não há, Sr. Deputado! Faltam

serviços. Eles não nascem de um dia para o outro.

É curioso que seja o Sr. Deputado Moisés Ferreira a falar disto. Havia um outro Moisés — não este, mas o

Moisés bíblico — que dizia que a água, quando não sai de uma rocha, sai de outra, podendo vir de uma ou

outra. Sr. Deputado Moisés Ferreira, devia ler a Bíblia para perceber que, às vezes, quando não há uma solução,

há outra.

O Sr. Presidente: — Muito obrigado, Sr. Deputado. Chegou ao fim.

O Sr. André Ventura (CH): — Quando não há um caminho, há outro. E, quando não há o caminho da

esquerda patriótica e unida,…

Protestos da Deputada do BE Sandra Cunha.

O Sr. Presidente: — O seu tempo já foi ultrapassado. Já chega. Muito obrigado.

O Sr. André Ventura (CH): — … há o caminho de salvar as vidas dos portugueses. Essa devia ser a

prioridade e, infelizmente, não é essa a prioridade deste Parlamento.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado João Cotrim de Figueiredo, para uma intervenção.

O Sr. João Cotrim de Figueiredo (IL): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: A Iniciativa Liberal nunca estará

do lado daqueles que toleram que haja pessoas a sofrer e a morrer à espera de uma consulta, de uma cirurgia,

de um exame por puro preconceito ideológico. A saúde não tem ideologia.

A Sr.ª Sandra Pereira (PSD): — Muito bem!

O Sr. João Cotrim de Figueiredo (IL): — Estaremos sempre ao lado de quem quer melhores serviços e

cuidados de saúde para os cidadãos. Pouco nos importa se vêm do público, ou do privado, ou do social. Repito:

a saúde não tem ideologia!

O Sr. Carlos Peixoto (PSD): — Muito bem!

O Sr. João Cotrim de Figueiredo (IL): — O que não podemos aceitar é o que se passa hoje: tempos de

espera inacreditáveis, pessoas que morrem enquanto esperam, hospitais públicos em sistemática acumulação

de dívidas a fornecedores, indicando que há um défice operacional que ninguém assume e que ninguém quer

resolver.

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