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29 DE MAIO DE 2020

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A Sr.ª Maria Antónia de Almeida Santos (PS): — … não vergou, não cedeu ao drama sanitário que todos

estamos a viver.

Aplausos do PS.

Quando digo «drama sanitário», este não se passa só em Portugal; passa-se em Portugal e no resto do

mundo.

A competência e a dedicação dos profissionais de saúde nos hospitais e nas unidades que prestam cuidados

de saúde só foram possíveis porque, em 1979, houve um socialista, um humanista, um homem extraordinário

que insistiu e decidiu que o Serviço Nacional de Saúde teria de ser geral, universal e gratuito e que esse Serviço

Nacional de Saúde era o futuro.

Aplausos do PS.

Isso sim, Sr.ª Deputada Ana Rita Bessa, foi relevante! Foi a nossa opção, foi a nossa livre escolha. É dessa

livre escolha que não nos arrependemos, e os resultados estão à mostra.

Aplausos do PS.

Sr.ª Deputada, esta foi, sem dúvida, a melhor base para a solidariedade, a justiça social e, também, para a

eficácia das políticas públicas, que têm como base a promoção da saúde.

Sr.ª Deputada, a melhor maneira de defender as populações de pandemias, como estamos a ver, tem sido

um Serviço Nacional de Saúde que, apesar de todas as críticas, tem sido inexcedível.

Como fizemos, até agora, um percurso de construção e de diálogo numa situação como esta, que exige

medidas extraordinárias, gostaria de perguntar à Sr.ª Deputada Ana Rita Bessa se o CDS está disponível —

tem-me parecido que se tem desviado um pouco do seu caminho — para nos acompanhar nesta posição de

compromisso de recuperação do Serviço Nacional de Saúde e do País, que muito precisa do nosso esforço.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Não posso dar a palavra à Sr.ª Deputada Ana Rita Bessa para responder, porque não

tem tempo.

Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Hugo Carvalho, do Grupo Parlamentar do PSD.

O Sr. Hugo Martins de Carvalho (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs.

Deputados: Sempre houve momentos em que tudo parecia estável e momentos em que tudo parecia querer

mudar ao mesmo tempo. Sempre houve momentos altos e baixos, tempos de abundância e tempos de crise.

Sobre este tempo, que começou há meses atrás, não havia nada escrito, não havia experiências, não havia

receitas, não havia caminho estudado nem predeterminado.

Mas o «quanto pior, melhor» não foi, nem é, opção do PSD. Colocámo-nos contra o vírus e não esperamos

nenhum reconhecimento especial por isso, nem usamos expedientes parlamentares para lembrá-lo às pessoas.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Hugo Martins de Carvalho (PSD): — O PSD fez apenas, e só, o que lhe competia: estar à altura do

momento, como líder da oposição em Portugal.

Aplausos do PSD.

Se ninguém previa esta crise, também não podemos ignorar que é obrigação do Estado criar resiliência para

estes momentos, preparar as suas instituições para momentos difíceis, sob pena de falhar aos que promete

proteger.

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