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I SÉRIE — NÚMERO 33

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O Sr. Presidente: — Sr.ª Deputada, desculpe interrompê-la, mas queria que ficasse claro que nos debates de urgência não há 1 minuto final para quem requer o debate de urgência. Se a Sr.ª Deputada quiser falar no

final terá de interromper agora a sua intervenção, sob pena de ficar sem tempo.

A Sr.ª Cláudia André (PSD): — Muito bem, então deixo as questões para o encerramento do debate.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra o Sr. Deputado Porfírio Silva, do Grupo Parlamentar do PS.

O Sr. Porfírio Silva (PS): — Sr. Presidente, a forma como a direita se refere ao TIMSS revela muito daquilo que a direita é e das suas falácias.

Vamos lá ver: Portugal participou no TIMSS pela primeira vez em 1995. Nesse ano, os resultados do 4.º ano

em Matemática foram quase os piores em todo o mundo e os piores da Europa. Depois, voltámos a participar

em 2011. Nesse ano, passámos de uma pesada negativa para uma boa positiva, subimos 90 pontos. Isto é,

entre o último dos 10 anos de governação de Cavaco Silva e o último ano de governação de José Sócrates,

subimos 90 pontos. E isso não aconteceu por acaso, aconteceu porque investimos, designadamente com o

Plano de Ação para a Matemática, e não aconteceu por causa dos exames, porque nesses anos em que

progredimos realmente não havia esses exames do 4.º ano, que não existem em nenhum país civilizado.

Aplausos do PS.

O Sr. Deputado João Cotrim de Figueiredo ontem faltou ao debate. Estivemos hora e meia a discutir isto.

Faltou ao debate, não quis aprender e agora vem aqui falar. Estude e gaste mais do que o minuto liberal para

falar das coisas.

Se nos focarmos realmente nas aprendizagens, do que precisamos é de sólidos passos em frente.

Comparado com aquele salto de 90 pontos de variação no TIMSS entre 1995 e 2011, porque é que temos esta

variação entre 2011 e 2015 ou entre 2015 e 2019? É uma variação numa escala de zero a 20, que corresponde

a 18 ou a 14 centésimas. Comparado com aquele grande salto que nós conseguimos, os senhores, o PSD, e a

direita em geral limitam-se; a vossa ambição são as centésimas — é muito pouco.

O PSD, de facto, não tem ambição para a educação, só tem ambição para a guerrilha política. Precisamos

de muito mais para termos mais e melhor educação para todos e não só para alguns. Precisamos de um trabalho

de persistência, um trabalho de parceria e, como esta pandemia demonstrou, precisamos de todos. Precisamos

dos pais, precisamos dos professores, precisamos dos sindicatos, precisamos dos dirigentes escolares,

precisamos dos técnicos. É esse trabalho de auscultação, de conciliação, de convergência…

O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, queira concluir.

O Sr. Porfírio Silva (PS): — Concluo já, Sr. Presidente. É desse trabalho que precisamos. A direita põe-se de fora desse trabalho porque não pensa no futuro. Não

disse uma palavra sobre o relatório do estado da educação. Porquê? Porque em trezentas e tal páginas só

souberam ler uma, que diz coisas negativas, não souberam ler o resto, que marca o nosso ambicioso trabalho

de futuro com todos.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Tem agora a palavra o Sr. Ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues. Faça favor, Sr. Ministro.

O Sr. Ministro da Educação: — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, é um gosto poder estar aqui nesta Câmara.

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