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I SÉRIE — NÚMERO 53

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A discussão sobre os grandes desafios do País, da Europa, do mundo, de alguma maneira, na transição

digital e no combate às alterações climáticas refletem o que deve ser a nossa função enquanto políticos. O que

quero dizer com isto é que o que está em causa quando se fala em transição digital não é a tecnologia e o que

está em causa quando se fala em combate às alterações climáticas não é apenas a natureza, são as pessoas.

Essa é a função dos políticos: batalhar, trabalhar pela felicidade das pessoas, e a sua intervenção traduz isso

mesmo, traduz o que tem sido o seu comportamento nesta Assembleia.

Não posso deixar de o felicitar, em nome do Grupo Parlamentar do PS, pela forma como fez o combate

político e de o felicitar por aquilo que já alguém disse aqui, que é trazer para o combate político o combate das

ideias, o combate dos argumentos, independentemente de estarmos separados do ponto de vista do que

pensamos sobre o que deve ser a organização da sociedade e do nosso País.

Apesar de tudo, houve sempre esta lealdade, houve sempre o combate em termos dos argumentos e não o

combate pessoa a pessoa, que na verdade não interessa nada para aqueles que votam em nós e que esperam

de nós que lutemos por eles e pela sua felicidade.

Termino dizendo que faço votos, nome do Grupo Parlamentar do Partido Socialista e em nome pessoal

também, para que tenha tudo de bom daqui para a frente, do ponto de vista autárquico e legislativo, bem como

nos seus projetos pessoais. Que corra tudo bem e que seja bastante feliz.

Aplausos do PS e de Deputados do PSD e do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Tem a palavra a Sr.ª Deputada Isabel Pires, do Bloco de Esquerda.

A Sr.ª Isabel Pires (BE): — Sr. Presidente, Sr. Deputado João Gonçalves Pereira, queria cumprimentá-lo

pela sua declaração política, pelo tema que nos traz, a transição digital e a transição energética, que são os

desafios dos nossos tempos, sem dúvida alguma. Considerando também que é a sua intervenção de despedida,

queria dar nota de que, provavelmente, são desafios onde o debate parlamentar e o debate ideológico mais se

distanciam entre os nossos dois partidos, mas é mesmo assim que se constrói o País e que se constrói o debate

político, com o confronto dessas ideias.

Referiu algumas matérias como a da transição climática, a da transição digital e da digitalização da economia,

matérias em que sempre estivemos — e creio que vamos continuar a estar — de lados opostos, mas sempre

fazendo o debate como ele deve ser feito, de forma franca, honesta e muito frontal. Isso é, obviamente, muito

salutar e traz qualidade à nossa democracia. Queria, assim, deixar-lhe um último desafio, relativamente a estas

mesmas matérias.

Disse na sua intervenção que há determinados desafios que não se coadunam com a diferença entre

esquerda e direita, mas com certeza compreenderá que discordo bastante dessa afirmação porque, quando

olhamos para a questão da transição climática e da transição energética, a forma como olhamos para a

transformação da economia nestes aspetos, do ponto de vista da esquerda e da direita, tem, de facto, formas

muito diferentes de fazer, nomeadamente quanto ao papel do investimento público ou do investimento privado.

Portanto, lançava-lhe este último desafio, nesta sua última intervenção, agradecendo, obviamente os

cumprimentos que me dirigiu e, da parte do Bloco de Esquerda, desejando-lhe todas as felicidades para o seu

futuro caminho.

Aplausos dos Deputados Ana Miguel dos Santos e Cristóvão Norte, do PSD, e do Deputado Telmo Correia,

do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Tem a palavra o Sr. Deputado Bruno Dias, do PCP.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, Sr. Deputado João Gonçalves Pereira, para nós

é uma experiência evidente e uma realidade quotidiana pensarmos que a Assembleia da República é um espaço

de debate, um espaço de combate, um espaço de confronto, mas também um espaço de trabalho conjunto no

serviço público. Verdade seja dita, levamos aqui já algumas horas valentes de trabalho conjunto no quadro

desse confronto de ideias, de propostas e de opções políticas e, ao contrário do que alguns possam tentar fazer

crer, isto não é, evidentemente, tudo a mesma coisa.

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