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I SÉRIE — NÚMERO 53

54

Aplausos do IL, dos Deputados Ana Miguel dos Santos e Cristóvão Norte, do PSD, e do Deputado Telmo

Correia, do CDS-PP.

O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Sr. Deputado João Gonçalves Pereira, na vida política, e sabe isso

melhor do que eu, nunca há uma última vez. As suas qualidades pessoais e políticas dão-lhe o estatuto de um

grande Deputado e de um grande parlamentar e isso foi visível nos elogios revelados por todas as bancadas.

Queria desejar-lhe todas as felicidades, pessoais e políticas, e dizer-lhe que terminou com uma grande

intervenção. Foi uma grande intervenção porque falou de futuro e, quanto a isso, só posso concluir uma coisa:

o futuro o trará de volta.

Sr. Deputado João Gonçalves Pereira, tem a palavra.

O Sr. João Gonçalves Pereira (CDS-PP): — Sr. Presidente, quero começar por agradecer as palavras do

Sr. Presidente e dos Srs. Deputados Cristóvão Norte, João Cotrim de Figueiredo, Mariana Silva, Inês de Sousa

Real, Carlos Pereira, Isabel Pires, Bruno Dias. Queria agradecer as diferentes intervenções e dizer que fico

sinceramente reconhecido a cada um de vós, independentemente das diferenças. As diferenças são muitas,

claro que são, e acompanho o que disse o Sr. Deputado Bruno Dias, mas se o fizermos com a convicção de que

estamos a defender o nosso País e o nosso povo — e estamos todos, não há uns que estão mais e outros que

estão menos — também poderemos ter, seguramente, um País melhor.

Já agora, a propósito da partida, queria dizer ao Sr. Deputado João Cotrim de Figueiredo que faço aqui uma

transição liberal.

Risos do CH e do IL.

A transição liberal foi a tal saída do Parlamento e, portanto, peço desculpa pela partida, mas não era

intencional.

Quanto aos temas em debate e à minha intervenção, à qual não queria fugir, a transição digital e a transição

energética são, claramente, os maiores desafios que temos na nossa sociedade, os maiores desafios que tem

o Parlamento e que tem o próprio Governo. Só nos conseguiremos afirmar se pudermos dotar as nossas

empresas e a nossa indústria dessa mesma transição e, para isso, o Parlamento tem de estar preparado para

legislar e para encontrar formas de ajudar e flexibilizar nessa mesma transição.

Quando falamos das alterações climáticas temos de ter consciência de que elas põem em causa a existência

humana. Li, na semana passada e neste fim de semana, um livro de Bill Gates, que recomendo a todos — uns

gostarão mais e outros menos —, e houve um exemplo que me chocou. O mundo consome 15 000 milhões de

litros de petróleo por dia. E baratos! Custa menos do que um litro de Coca-Cola. Isto significa que o País e o

mundo têm de apostar nas energias renováveis e isso tem de ser feito massivamente, porque só massivamente

é que conseguiremos ter energia barata.

Portanto, temos vários desafios. Claro que a questão animal também é relevante, é importante e o CDS não

tem complexos em relação a ela. A inovação e a tecnologia também têm de estar de braço dado com o ambiente

e esses são os grandes desafios do País — quanto a isso não tenho a mais pequena dúvida.

Não quero abusar do meu tempo nesta intervenção, mas queria deixar uma última nota. O Parlamento é um

espaço de confronto, de divergência — e peço desculpa se alguma vez me «estiquei» com algum de vós, mas

alguns de vós também se «esticaram» comigo e, portanto, entre o deve e o haver, a coisa deve estar equilibrada

—, mas há uma coisa a que assistimos no mundo autárquico e à qual não assistimos tanto no Parlamento (e eu

tenho a experiência autárquica), que é a política de compromisso. Muitas vezes, é fácil chegar a compromisso

nas autarquias. Vamos todos fazer um esforço aqui, no Parlamento — é um desafio que também vos deixo —,

um esforço de compromisso, porque esse compromisso é bem visto lá fora e isso ajuda a melhorar o nosso

País.

Deixo apenas uma última nota, porque me esqueci de fazer referência a um grande Deputado, alguém por

quem tenho um enorme carinho, que é o António Topa.

Aplausos do CDS-PP, do PSD, do CH, do IL e de Deputados do PS.

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