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I SÉRIE — NÚMERO 53

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Parece que é através do Google, através de um qualquer iPad, de um qualquer telefone ou de um computador

portátil, que conhecem o mundo rural, em vez de irem lá e verem o sentimento das pessoas. É isto que está em

causa.

Mais, dizer que as pessoas e os agentes do mundo rural não têm em conta o bem-estar animal é um insulto

sem tamanho para toda a gente que vive no nosso território e para as pessoas que se preocupam com a

atividade cinegética.

Sr.ª Deputada Maria Manuel Rola, não sou caçadora — veja bem a minha manifestação de interesse! —,

não tenho qualquer interesse nem ganho milhares de euros, mas há algo que faço, que é defender as nossas

gentes, os nossos territórios, os modos de vida dos nossos territórios. Acredite que sempre que se tentar destruir

Portugal, o nosso País e a verdadeira coesão territorial, ter-me-á sempre de forma desinteressada, séria e de

acordo com a ciência a defender as nossas gentes, pois é para isso que aqui estou.

Protestos da Deputada do BE Maria Manuel Rola.

Sr.ª Deputada, enquanto sentir que estou a defender as nossas gentes, não preciso de dinheiros nem de

interesses, tal como insinuou, mas preciso, sim, de seriedade. Convém que comecem, de uma vez por todas, a

pensar no que o País precisa e a não terem de transformar constantemente, dia após dia, semana após semana,

sessão após sessão, qualquer coisa que corra mal num ataque aos modos de vida do nosso território. Portugal

e os portugueses merecem muito mais e o mundo rural, pelo qual eu e o PSD temos respeito, merece muito

mais.

Consideramos que estes debates constantes e sistemáticos são mais uma prova do desrespeito que têm

pelos nossos territórios e pelas nossas gentes. É para os defender que estamos aqui hoje, amanhã e sempre.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente (Fernando Negrão): — Tem agora a palavra a Sr.ª Deputada Cecília Meireles, do CDS-PP.

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: Farei um ponto prévio sobre o

facto de não ser a primeira vez que discutimos projetos desta natureza e semelhantes. Gostava de deixar claro

que, ao contrário do que já ouvi dizer hoje, estamos, de facto, a discutir projetos que têm como fim último a

proibição da caça. Por isso, este debate foi iniciado dizendo-se «mais uma vez», porque, mais uma vez, da

mesma forma que já discutimos esta matéria, já discutimos a proibição da caça de diversas espécies.

Há um problema de alguns Deputados e de alguns grupos parlamentares com a atividade da caça e aí, sim,

o fim último é proibir essa atividade que consideram cruel ou excessivamente cruel. Eu, respeitando essa

opinião, discordo dela. Foi feito um desafio pela Sr.ª Deputada Maria Manuel Rola em que se pedia que

olhássemos para as coisas com olhos diferentes. Sr.ª Deputada, eu não caço, nunca na vida peguei numa arma

e nunca na vida vivi no interior. Portanto, estou de facto a olhar para as coisas com olhos diferentes e, sobretudo,

estou a ouvir com ouvidos de quem perguntou às pessoas que praticam caça e que vivem em territórios onde

se pratica caça. Mas, Sr.ª Deputada, de facto não ando pelo mundo a emitir juízos de valor sobre tudo e sobre

todos e também não acho que o meu gosto e o meu modo de vida tenham de ser uma regra a impor aos outros,

proibindo todos os outros gostos e todos os outros modos de vida. Eu olho, de facto, para as coisas com os

olhos dos outros e ouço quem pensa de maneira diferente de mim. Portanto, Sr.ª Deputada, nessa matéria não

tem lições para dar porque, ao apresentar estes projetos, demonstra bem que não o sabe fazer e não tem

humildade para o fazer.

Em segundo lugar, gostava também de dizer que estes projetos têm um conteúdo diferente do seu título. O

título fala de «tiro ao pombo» ou de «tiro ao voo», mas, na realidade, estes projetos, ao serem aprovados,

proíbem todas as largadas de espécies cinegéticas criadas em cativeiro, ou seja, vão muito além do tiro ao

pombo.

Em terceiro lugar, embora perceba que os Srs. Deputados o ponham em causa, também os próprios dizem

que põem em causa a prática da falcoaria, tornando-a numa prática impossível e proibida. São os próprios que

o dizem, não é uma afirmação que nós inventámos.

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