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I SÉRIE — NÚMERO 83

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alterou a sua posição sobre esta matéria e se vai passar a haver contratos obrigatórios com os trabalhadores

das plataformas.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente (António Filipe): — Tem a palavra, para formular pedidos de esclarecimento, a Sr.ª Deputada Carla Barros, do PSD.

A Sr.ª Carla Barros (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Srs. Membros do Governo, estamos hoje perante um debate que, afinal, não nos trouxe nenhuma novidade. O Bloco de Esquerda, o PCP e o

Governo tentam ensaiar aquele namoro de sempre, que acontece meses antes do Orçamento do Estado e,

neste caso, quatro meses antes do Orçamento do Estado para 2022 — o Bloco de Esquerda e o PCP

ideologicamente sempre coerentes com o que pedem, mas que, infelizmente, o País não suporta. E não

suporta — porque o período que vivemos é um período particular — nem aquelas «coisinhas» menores que,

aparentemente, o Bloco de Esquerda e o PCP possam querer introduzir. Estes são tempos árduos, em que,

efetivamente, o Governo tem de ter mais juízo do que nunca.

Infelizmente, o Governo dá sempre essa «coisinha», nem que essa «coisinha» implique encargos

acrescidos e avultados para o Orçamento do Estado. Mesmo que essa «coisinha» implique compromissos

para as gerações futuras, mesmo que essa «coisinha» não implique dar direitos e melhores condições a todos

os trabalhadores e só a alguns, o Governo dá sempre qualquer «coisinha» ao Bloco de Esquerda e ao PCP

em nome da sua sobrevivência política.

Vozes do PSD: — Muito bem!

A Sr.ª Carla Barros (PSD): — Pensei que o Sr. Secretário de Estado estava a guardar a sua intervenção para o fim para vir aqui clarificar, afinal, o que estamos a discutir neste debate e qual é a posição do Governo

sobre estas 10 iniciativas das minorias parlamentares. Era preciso que o Governo tivesse coragem de vir aqui

ao Parlamento — ainda por cima, guardou-se para o fim e esteve muito atento ao debate — dizer o que é que

está aqui em questão, porque, depois, o sentido de voto, provavelmente, vai ser o que todos adivinhamos.

Mas não teve coragem, Sr. Secretário de Estado, de dizer aquilo que está aqui em causa!

O que está em causa é que estas intenções de menos horas de trabalho, mais dias de férias — todos

sabemos e o País sabe — acrescentariam mais encargos para as empresas, acrescentariam mais custos para

as empresas. E as empresas estão numa fase de recuperação económica da pandemia. Aliás, ainda vivemos

em números incertos da pandemia. Os próprios números de junho da vida económica criam-nos algumas

incertezas. E agora vêm o Bloco de Esquerda e o PCP dizer que querem sufocar mais as empresas?! Mais

despedimentos, mais destruição de postos de trabalho, mais desemprego!

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, temos de ter juízo; é preciso haver juízo e coragem da parte do

Governo para dizer isto, claramente, ao Bloco de Esquerda e ao PCP. Não podemos ir por este caminho!

Neste sentido, Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o PSD…

O Sr. Presidente (António Filipe): — Queira concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Carla Barros (PSD): — Sr. Presidente, se me permitisse, iria prolongar a minha intervenção, tal como foi permitido aos outros Srs. Deputados.

O Sr. Presidente (António Filipe): — Sr.ª Deputada, tem sido permitido como lhe foi permitido a si, mas os pedidos de esclarecimento têm um tempo de intervenção de 2 minutos.

A Mesa dá tolerância, mas não se trata de uma intervenção, trata-se de um pedido de esclarecimento, por

isso queira concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Carla Barros (PSD): — Sr. Presidente, continuarei, então, a minha intervenção numa fase seguinte. Obrigada.

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