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18 DE SETEMBRO DE 2021

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A Sr.ª Secretária (Sofia Araújo): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, o projeto de voto é do seguinte teor:

«Morreu no passado dia 2 de setembro, aos 87 anos, Michel Corboz, o histórico maestro titular do Coro

Gulbenkian.

Nascido a 14 de fevereiro de 1934 em Marsens, na Suíça, Michel Corboz começou por frequentar a École

Normale e, depois, o Conservatório de Friburgo, onde estudou canto e composição. Com 27 anos, funda o

Ensemble Instrumental de Lausanne, bem como o Ensemble Vocal de Lausanne, do qual viria a ser maestro

titular até 2011 e ao qual, carinhosamente, Corboz se referia como “son enfant terrible”. Entre 1976 e 2004,

assumiu, ainda, a direção coral do Conservatório de Música de Genève, onde era considerado “le poumon du

Conservatoire”.

Em 1964, inicia uma colaboração com a Fundação Calouste Gulbenkian, ministrando cursos de iniciação à

Direção Coral. Seria por via deste trabalho que, em 1969, Madalena de Azeredo Perdigão, à época Diretora do

Serviço de Música, convidou Michel Corboz a assumir as funções de maestro titular do Coro Gulbenkian, no

seguimento da morte precoce da anterior titular, Olga Violante.

A 17 de dezembro de 1969, às 18h30, Michel Corboz dirigia o seu primeiro concerto com o Coro

Gulbenkian. O programa, integralmente preenchido com obras de Monteverdi e Bach, contou com a

colaboração da Orquestra de Câmara Gulbenkian.

Desde esse dia, e durante mais de meio século, foi o maestro titular do Coro, tendo ocupado o lugar de

maestro honorário em fevereiro deste ano.

Ao longo da sua carreira, Michel Corboz realizou 37 gravações com o Coro Gulbenkian, muitas delas

premiadas a nível internacional.

A atual presidente da Fundação lembrou, neste momento, o seu papel na afirmação internacional do Coro

Gulbenkian, mas também a sua direção artística consistente, que preparou gerações sucessivas de coralistas

do próprio Coro Gulbenkian.

A sua capacidade técnica, profunda compreensão e entrega às obras que dirigia, bem como a forte

empatia que estabelecia quer com o Coro e Orquestra, quer com o público, tornaram-se a sua marca distintiva,

particularmente radiosa nos concertos de Natal e de Páscoa da Fundação Calouste Gulbenkian.

Ao longo da sua vida recebeu distintos e relevantes prémios e condecorações, dos quais se destacam

Commandeur de l’Ordre des Arts et des Lettres, em França, em 1996, ou o Prix de la Ville de Lausanne, em

2003. Em dezembro de 1999, Corboz foi condecorado pelo Presidente da República Portuguesa com a Grã-

Cruz da Ordem do Infante Dom Henrique.

Pelo exposto, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, expressa o seu profundo pesar pela

morte de Michel Corboz, transmitindo à sua família e à Fundação Calouste Gulbenkian, também sua casa, as

mais sentidas condolências.»

O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): — Gostaria de indicar que se encontram na Galeria o filho do

maestro Michel Corboz e, também, Guilherme de Oliveira Martins e Risto Nieminen, da Fundação Calouste

Gulbenkian, aos quais a Mesa apresenta os seus respeitos.

Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Segue-se, ainda, a votação do Projeto de Voto n.º 663/XIV/2.ª (apresentado pelo PS) — De pesar pelo

falecimento de Afonso Abrantes, que peço à Sr.ª Secretária Lina Lopes o favor de ler.

A Sr.ª Secretária (Lina Lopes): — Sr. Presidente e Srs. Deputados, o projeto de voto é do seguinte teor:

«Faleceu, no passado dia 4 de agosto de 2021, Afonso Sequeira Abrantes, personalidade incontornável de

Mortágua, professor de excelência, político dotado de inexcedíveis qualidades, de grande entrega e dedicação

à causa pública.

Nascido em Videmonte, Guarda, em 1945, licenciou-se em Filologia Românica na Universidade de

Coimbra, assim prosseguindo na profissão que adorava, a de docente, tendo professorado primeiro em Leiria,

depois no Colégio Nuno Álvares, em Tomar, tornando-se, finalmente, professor efetivo na sua vila, Mortágua,

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I SÉRIE — NÚMERO 3 42 O Sr. Presidente (José Manuel Pureza): —
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