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I SÉRIE — NÚMERO 17

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O Sr. Primeiro-Ministro: — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, este foi, de facto, um debate à esquerda, em que a direita esteve praticamente ausente.

A direita fechou para obras e, manifestamente, não é, ainda, uma alternativa à governação do País.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Cecília Meireles (CDS-PP): — Ainda!

O Sr. Primeiro-Ministro: — Limita-se à nova ladainha, que é comparar a convergência europeia, escondendo um facto singelo, mas determinante: que os únicos anos, desde o princípio deste século, em que

Portugal cresceu acima da média europeia, os únicos anos deste século em que Portugal convergiu com a União

Europeia foram 2009 e, depois, 2017, 2018, 2019. E tudo se prevê que volte a ser este ano, 2021.

Aplausos do PS.

E não sei se deram bem conta de que, em cada um destes anos, a direita estava na oposição e o PS estava

no Governo.

Aplausos do PS.

Protestos do Deputado do PSD Duarte Marques.

Há uma nova ladainha que se inicia e que tem a ver com o ritmo de recuperação na saída da crise da COVID-

19, ignorando não os números, mas aquilo que os números não escondem: os setores que foram mais atingidos

por esta crise, como os setores do turismo e da restauração, têm um peso na economia portuguesa que não

têm na generalidade das economias europeias.

Aplausos do PS.

Por isso, se se derem ao trabalho de fazer uma comparação, não com os 27 Estados-Membros, mas com os

outros países onde o turismo tem o peso que tem em Portugal, verificarão que Portugal está a crescer e a

recuperar mais depressa do que esses outros países.

Aplausos do PS.

E, Dr. Rui Rio, não, nós não estamos à espera de que o PRR resolva o problema; nós batemo-nos na Europa

para que a Europa tivesse uma resposta conjunta e robusta a esta crise económica.

Aplausos do PS.

Batemo-nos na Europa para que a Europa, desta vez, não respondesse com austeridade, mas com

solidariedade.

Aplausos do PS.

Batemo-nos na Europa para que a Europa aprovasse um plano de recuperação económica que só tem

comparação com o Plano Marshall, a seguir à II Guerra Mundial.

Aplausos do PS.

Nós batemo-nos por isso. E tenho bem a certeza, sem querer fazer processos de intenção, de que, na

madrugada do dia 22 de julho, dia em que foi verificado que ia haver PRR, muitos aqui decidiram que era tempo

de deitar abaixo este Governo.

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