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I SÉRIE — NÚMERO 5

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A Sr.ª Berta Nunes (PS): — Sobre a TAP, já outra pessoa respondeu melhor do que eu posso responder.

Agora, uma coisa é certa: é importante a ligação de todo o território e é importante a ferrovia. Por exemplo, no

Plano Ferroviário Nacional, o Sr. Ministro das Infraestruturas já se comprometeu com a colocação de ferrovia

em todos os distritos.

Aplausos do PS.

Bragança não tem um quilómetro de ferrovia, e isso não é aceitável. Nem tudo é TAP, há muitas coisas a

fazer.

Vozes do IL: — Ah, pois não!

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Sr.ª Deputada Berta Nunes, peço que conclua rapidamente, pois

esgotou há muito o seu tempo.

A Sr.ª Berta Nunes (PS): — Só para terminar, e respondendo ao Sr. Deputado João Dias, não sou da opinião

de que a causa das desigualdades…

O Sr. João Dias (PCP): — Eu ouvi isso!

A Sr.ª Berta Nunes (PS): — Não ouviu, não, ouviu mal!

Não sou da opinião de que a causa das desigualdades e o problema da inexistência de uma coesão territorial,

que deveria existir, sejam responsabilidade dos territórios. Não, são responsabilidade de políticas que têm

décadas, e são essas políticas que temos de mudar.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Para uma declaração política, tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Mota

Pinto, do Grupo Parlamentar do PSD.

O Sr. Paulo Mota Pinto (PSD): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: A Europa e o mundo vivem horas

difíceis, horas em que, em pleno século XXI, um imperialismo renovado, mas velho de sempre, e agora com

feições fascizantes, quer riscar do mapa um dos maiores países da Europa e asfixiar, pela força das armas, a

aspiração à liberdade de todo um povo, se necessário, matando dezenas ou centenas de milhares de pessoas.

Assistimos, com horror, indignação e revolta, ao regresso a solo europeu de crimes de guerra bárbaros, com

total desprezo pela vida humana de civis — homens, mulheres, idosos e crianças inocentes.

Somos, por imperativo ético e por natural sentimento humano, defensores da paz. Mas não nos iludimos,

pois o conhecimento das realidades internacionais ensinou-nos que, hoje, defender a paz é não hesitar em dar

aos que são atacados por um poder tão cruel e genocida as armas para se defenderem, de modo a garantir que

não voltarão a ser atacados ou que terão meios para repelir qualquer novo ataque.

Essa defesa é também a nossa defesa. A Ucrânia luta hoje, na verdade, por todos nós, por todos os povos

e cidadãos europeus amantes e defensores da liberdade, da democracia, dos princípios básicos da ordem

internacional e dos direitos humanos — defensores entre os quais se não contam os que tentam e tentaram

relativizar a gravidade da guerra de agressão iniciada pela Rússia e limitar a resistência contra ela.

Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Paulo Mota Pinto (PSD): — No presente contexto, é imperioso sublinhar a importância da defesa

nacional. Essa é a defesa da vida, da democracia e da pátria, dos valores que nos são mais caros, dos quais

depende, física e espiritualmente, a realização de muitos dos restantes. A história da humanidade e esta guerra,

ao contrário do que afirmam opiniões superficiais ou tentações perigosas de neutralismo, mostram como é

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