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I SÉRIE — NÚMERO 6

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menos, e passaria a ser de 15%. É isto que o Sr. Deputado defende para o País? Defende uma tributação igual

para quem ganha mais e para quem ganha menos?

É importante que esclareça esta questão, para que todos percebamos.

Portanto, a minha interpelação é exatamente esta: defende uma taxa de tributação igual para todos os

rendimentos e para todos os montantes, Sr. Deputado?

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — O Grupo Parlamentar do Partido Socialista, entretanto, deu 1 minuto ao

Sr. Deputado João Cotrim Figueiredo para que responda às perguntas que o Sr. Deputado Carlos Brás formulou.

O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Não, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Não deu?!

O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Não, Sr. Presidente, ainda tenho uma intervenção para fazer.

Pausa.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Srs. Deputados, foi o Governo que deu 1 minuto para o Sr. Deputado

responder. O Governo é mais generoso, nesta matéria, do que o Partido Socialista.

Protestos do PS.

Para responder, tem então a palavra o Sr. Deputado João Cotrim Figueiredo, por 1 minuto.

O Sr. João Cotrim Figueiredo (IL): — Sr. Presidente, registo este momento, que pode ser histórico, em que

recebemos alguma coisa deste Governo socialista. Já não era sem tempo! Muito obrigado.

Protestos do PS.

Sr. Deputado Carlos Brás, percebi porque é que não queria que eu respondesse nem queria dar-me tempo,

dizendo, aliás, que já sabia a resposta. Se já sabia a resposta não deveria ter feito a pergunta, porque isso é um

bocadinho redundante, mas, se calhar, o Sr. Deputado não foi ler ao sítio certo. Em primeiro lugar, o Iniciativa

Liberal já propôs, em dois Orçamentos e em dois programas eleitorais, a reforma do IRS para duas taxas, e não

apenas para uma.

Protestos do PS.

Já agora, o Sr. Deputado deveria pedir esclarecimentos sobre aquilo que está, efetivamente, a ser proposto.

Em segundo lugar, continua a utilizar a falácia — que, provavelmente, foi pedir emprestada ao Bloco de

Esquerda — de que uma taxa única corresponde a toda a gente pagar o mesmo imposto.

O Sr. Miguel Matos (PS): — É mesmo isso!

O Sr. João Cotrim Figueiredo (IL): — Não é verdade.

O Sr. Deputado Miguel Matos já teve esta explicação e sabe que, com a isenção, uma taxa única — ou, até,

duas taxas, que é a nossa proposta — é um imposto progressivo, que funciona em muitos países, com o

crescimento dos quais gostaríamos de comparar o nosso.

O Sr. Miguel Matos (PS): — É de umas lentes que o Sr. Deputado precisa!

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