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I SÉRIE — NÚMERO 11

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O problema é que nós, ao longo dos anos, fomos assistindo a tantos anúncios, a tantas apresentações de

projetos de investimento que, depois, não saíam do papel, de tal maneira que, para muitos portugueses, não

deixa de sair o desabafo «vamos lá ver se é desta…!»

Há investimentos que avançam, outros não, mas, por exemplo, não nos esquecemos do anúncio para a

região do Mondego, que foi feito com pompa e circunstância pelo Primeiro-Ministro Sócrates e pelo Ministro

Manuel Pinho, de um grande investimento em tecnologias de ponta com uma empresa transnacional para

construir nos próximos meses uma fábrica de pilhas de combustível e de equipamentos para produzir energia

elétrica a partir de hidrogénio. Estávamos em 2006, 16 anos passaram e fábrica… Nem vê-la!

Sr. Deputado, à partida, o investimento estrangeiro é sempre bem-vindo na indústria, na criação de riqueza,

desde que se concretize, bem entendido, mas o que não aceitamos é que as opções estratégicas de

desenvolvimento do País sejam submetidas ou substituídas pela agenda, em cada momento, dos grupos

económicos, porque o País não pode andar a toque de caixa das multinacionais nem pode continuar nesta

triste sina de, em nome da transição, ter desindustrialização.

O Sr. Deputado não admite por um segundo que, desde logo neste contexto em que nos encontramos, foi

uma decisão precipitada o encerramento da Central de Sines, ou da Central do Pêgo, comportando potenciais

riscos para a segurança do abastecimento do nosso País, com impactos que acrescem aos da decisão

criminosa de encerrar,…

Protestos de Deputados do PS.

… vou repetir, da decisão criminosa de encerrar a Refinaria de Matosinhos, que pôs o País a importar

gasóleo?!

O Sr. João Dias (PCP): — Ah!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Já sabem os senhores, afinal, qual foi a lição que o Primeiro-Ministro afirmou

que ia dar à Petrogal?

O Sr. João Dias (PCP): — E agora? E agora?

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Onde é que está essa lição que foi prometida, pelo Dr. António Costa, à

Petrogal?

Protestos de Deputados do PS.

Não considera o Sr. Deputado que é tempo de colocar em primeiro lugar o interesse nacional e a defesa de

um Portugal soberano e desenvolvido?! Não considera que, mesmo na concretização de importantes

investimentos na região, há uma exigência que se coloca já hoje numa operação integrada de

desenvolvimento nesta região, que responda a carências concretas na habitação, nos transportes, na saúde,

ou isto fica para as câmaras municipais resolverem como conseguirem, sem terem os meios para isso?!

Uma última pergunta, Sr. Deputado: com a infraestrutura ferroviária que está lá hoje a permitir a circulação

de comboios de passageiros, que propomos e reivindicamos há anos, desde que o Governo PSD/CDS

eliminou essa ligação e que está hoje ainda por repor, não concorda que já é demais esta demora do Governo

em devolver o comboio à população do Litoral Alentejano?!

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Jorge Seguro Sanches.

O Sr. Jorge Seguro Sanches (PS): — Sr. Presidente, quero agradecer aos Srs. Deputados Bruno Nunes,

Jorge Mendes, Rui Tavares, Inês de Sousa Real e Bruno Dias as perguntas e o enriquecimento do debate.

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