29 DE ABRIL DE 2022
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O Sr. Presidente: — Muito boa tarde, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.as e Srs. Membros do Governo. Vamos
iniciar os nossos trabalhos.
Declaro aberta a sessão plenária.
Eram 15 horas e 5 minutos.
Peço aos Srs. Agentes da autoridade o favor de abrirem as galerias ao público.
Para proceder à leitura do expediente, tem a palavra a Sr.ª Secretária Maria da Luz Rosinha.
A Sr.ª Secretária (Maria da Luz Rosinha): — Sr. Presidente, muito boa tarde a todas e a todos.
Deram entrada na Mesa, e foram admitidas, várias iniciativas legislativas: Proposta de Lei n.º 120/XIV/3.ª
(ALRAA), que baixa à 6.ª Comissão; Projetos de Lei n.os 46, 47 e 48/XV/1.ª (PCP), que baixam à 8.ª Comissão;
e Projeto de Resolução n.º 42/XV/1.ª (PAN), que baixa à 11.ª Comissão.
O Sr. Presidente: — Muito obrigado, Sr.ª Secretária.
Da nossa ordem do dia consta o início da discussão, na generalidade, da Proposta de Lei n.º 4/XV/1.ª
(GOV) — Aprova o Orçamento do Estado para 2022.
Neste primeiro dia, o Governo apresentará a proposta de lei, a que se seguirão os pedidos de
esclarecimento que essa apresentação suscitar e, depois, as intervenções dos diferentes grupos
parlamentares e dos Deputados únicos representantes de partido.
Sr.as e Srs. Deputados, peço que, entretanto, sejam criadas condições para que todos nos possamos ouvir.
Pausa.
Para apresentar a Proposta de Lei n.º 4/XV/1.ª, tem a palavra o Sr. Primeiro-Ministro.
O Sr. Primeiro-Ministro (António Costa): — Sr. Presidente da Assembleia da República, Sr.as e Srs.
Deputados: No dia 30 de janeiro, os portugueses aprovaram, de forma absolutamente inequívoca, o
Orçamento do Estado que esta Assembleia, na sua anterior composição, tinha rejeitado.
Tal foi a clareza com que afirmámos e reafirmámos, medida a medida, que o reapresentaríamos após as
eleições, que quase poderíamos dizer que esta proposta foi verdadeiramente referendada e que a resposta
dos portugueses foi absolutamente esclarecedora.
Aplausos do PS.
Podemos, por isso, dizer, com toda a confiança: sim, este é o Orçamento que responde às necessidades
do País; sim, este é o Orçamento que tem as prioridades certas; sim, este é o Orçamento que as portuguesas
e os portugueses desejam.
O documento que hoje apreciamos mantém as prioridades que apresentámos no final de 2021, porque
mantemos precisamente os mesmos objetivos estratégicos e a mesma ambição de acelerar o crescimento e a
convergência e de reforçar a coesão social.
Não ignoramos, obviamente, que, desde então, o cenário geopolítico se alterou profundamente, devido à
bárbara invasão da Ucrânia pela Rússia e às suas consequências nos planos humanitário, social e económico,
com reflexos expressivos no aumento dos preços da energia e na rutura das cadeias de abastecimento.
Mas podem e devem um País decidido e um Governo de ação rever em baixa as suas ambições perante
este cenário? A resposta é que, obviamente, podem, mas não devem.
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Muito bem!
O Sr. Primeiro-Ministro: — Bem sabemos que o que resta do ano de 2022 comporta amplos espaços de
incerteza, em que estaremos sujeitos à volatilidade dos mercados e dependentes de fatores que não