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2 DE JUNHO DE 2022

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Aplausos do IL.

O Sr. Presidente: — Também para pedir esclarecimentos, tem a palavra a Sr.ª Deputada Inês de Sousa Real, do PAN.

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Srs. Membros do Governo aqui presentes, Sr. Deputado André Ventura, achamos que este é um debate da maior seriedade e que carece de

aprofundamento por parte desta Assembleia no que diz respeito à integração de todos os refugiados e não

apenas dos refugiados ucranianos.

É por isso que, de alguma forma, não podemos deixar de nos espantar com um debate que, no nosso

entender, parece pouco sério. Recordo que, no seu programa eleitoral, o Sr. Deputado defende algo como

«travar o perigo da substituição demográfica dos portugueses» por força da vinda de imigrantes estrangeiros

para o nosso País e o seu partido defende que não se devem receber, por exemplo, cidadãos do Nepal ou do

Bangladeche. Mais: temos também um drama terrível e uma crise humanitária, que até culmina na morte de

pessoas e crianças, no mar Mediterrâneo.

Nesse sentido, gostaríamos de saber a resposta à pergunta que foi feita também pelo Sr. Deputado do

Iniciativa Liberal, ou seja, com que Chega é que estamos aqui a falar hoje, mas, acima de tudo, o debate ao

nível da integração de refugiados não pode ser feito em detrimento de direitos de uns em prol de outros, deve

ser feito, de facto, para todos os refugiados. Assim, pergunto se os Srs. Deputados vão defender que a

integração que Portugal está agora a fazer deve ou não ser alargada aos milhares de refugiados como, por

exemplo, os que estão nos campos de Moria, na Grécia, ou às crianças que estão neste momento a morrer às

mãos da guerra noutros contextos pelo globo, ou se vamos, de facto, continuar a ter uma política discriminatória

por parte do Chega em relação a todos os refugiados.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado André Ventura.

O Sr. André Ventura (CH): — Sr. Presidente, queria agradecer os pedidos de esclarecimento, sobretudo os que PSD e PS levaram a cabo neste debate, que foram muito interessantes, no tal acordo que fizeram para que

o Chega não pudesse falar.

Risos do Deputado do CH Pedro Pinto.

Agradecemos esse acordo e, aliás, o PS também vos agradece o caminho que têm feito de aproximação ao

Partido Socialista e que noticiaram.

Aplausos do CH.

Meus amigos, estão a traçar o vosso próprio caminho. Depois não digam que é desagregação da direita e

da esquerda, culpem-se a vocês próprios por se porem ao lado do Partido Socialista.

Sr. Deputado Bernardo Blanco, o Chega nunca teve dúvidas sobre o caminho que aqui seguiu. O Sr.

Deputado ainda não estava cá, mas desde o primeiro dia em que esta Assembleia reuniu que o Chega foi muito

claro na defesa do que era a Ucrânia, na defesa do nacionalismo e da identidade que os senhores tantas vezes

destroem, porque são globalistas à volta de um globo que querem destruir, e nós sempre estivemos do lado da

identidade nacional.

Aplausos do CH.

Não tenha dúvidas, Sr. Deputado! E também nunca duvidou na NATO. É que, ao contrário do seu candidato

a primeiro-ministro, que esteve em silêncio sobre isso durante as eleições legislativas, eu confrontei PCP e Bloco

de Esquerda sobre o programa que tinham, no qual queriam sair da NATO. Mas eu compreendo, Sr. Deputado,

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