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18 DE JUNHO DE 2022

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não seja capaz de um exercício de crítica num momento em que morrem pessoas e em que os serviços estão

encerrados.

Foi muito feio ver a bancada do PS sem qualquer exercício de crítica ou de autocrítica, sem dar voz aos votos

que a elegeram, apoiando cegamente uma Ministra que, se calhar, já não tem apoio político para continuar.

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Jorge Botelho.

O Sr. Jorge Botelho (PS): — Sr. Presidente, Sr. Deputado, de forma clara, dir-lhe-ia que vivo neste País, sou algarvio e, se calhar, conheço melhor os problemas do Serviço Nacional de Saúde no Algarve. Defendo o

Serviço Nacional de Saúde e estou cá para dar um contributo para o melhorar.

Obviamente que aqui ninguém rejeita o apoio ao Governo. Temos de trabalhar, temos de avançar, temos de

defender o Serviço Nacional de Saúde, porque isso é defender os portugueses, e essa foi a minha intervenção.

Aplausos do PS.

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Diga isso às mulheres de Portimão!

O Sr. Jorge Botelho (PS): — Toda a minha intervenção tem a ver com este propósito: defender o Serviço Nacional de Saúde e defender, também, a minha região.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, em nome do Grupo Parlamentar do PSD, tem a palavra o Sr. Deputado Rui Cristina.

O Sr. Rui Cristina (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.ª Ministra da Saúde: O Partido Socialista está no Governo há quase sete anos. O PS governou em 20 anos dos últimos 27 — ou seja, três em

cada quatro anos — e não pode negar as suas enormes responsabilidades pela grave situação em que se

encontra o Serviço Nacional de Saúde, como referiu o Sr. Primeiro-Ministro.

Temos um SNS em que 1,4 milhões de portugueses não têm médico de família atribuído, o dobro de 2018,

quando a atual Ministra iniciou funções. São 1 milhão e 400 mil portugueses cuja única alternativa para acederem

a cuidados de saúde é o recurso às urgências.

Não pretendemos pôr aqui em evidência mais uma promessa não cumprida do Primeiro-Ministro. Porém,

este elevado número representa um grave estrangulamento de um serviço diferenciado, quando o acesso ao

SNS deveria ser pela porta dos cuidados primários. Por isso, o PSD propôs a contratação de médicos

assistentes para dar resposta às necessidades dos cidadãos, o que o PS rejeitou.

Recordamos, a propósito, que, na perspetiva do PSD, o bom exemplo das parcerias público-privadas deve

ser retomado. Veja-se o hospital de Braga, que só começou a perder médicos quando deixou de ser gerido com

uma parceria público-privada.

Aplausos do PSD.

Temos um SNS em que os tempos de espera não param de aumentar, quer para cirurgias, quer para uma

simples consulta médica, situação que, ao contrário do que diz a propaganda oficial, não é de hoje nem surgiu

com a pandemia, pois foi alvo de denúncia, em 2017 e 2019, em relatórios oficiais do Tribunal de Contas e da

Entidade Reguladora da Saúde.

Temos um SNS abandonado à sua sorte, sem uma única reforma estrutural nos últimos sete anos. O SNS

só tem a atenção do Governo perante denúncias de tragédias humanas na comunicação social ou pela voz de

responsáveis que, corajosamente, denunciam a degradação dos serviços de saúde.

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