O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 25

40

O Sr. Presidente: — Para apresentar o Projeto de Lei n.º 42/XV/1.ª (PSD), tem a palavra o Sr. Deputado Hugo Carneiro.

O Sr. Hugo Carneiro (PSD): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: O financiamento dos partidos políticos e das campanhas eleitorais constitui um elemento estrutural do funcionamento da nossa democracia, já que estes são

um seu instrumento.

Os partidos são pessoas coletivas de natureza associativa que têm uma utilidade pública, o serviço à

República, assente no princípio da proporcionalidade. Só partidos fortes, cumpridores com os seus fornecedores

e trabalhadores, e sujeitos ao escrutínio público podem ajudar a credibilizar o sistema partidário num contexto

em que tantos usam o populismo e a demagogia para diminuir esse mesmo sistema.

O Sr. António Prôa (PSD): — Muito bem!

O Sr. Hugo Carneiro (PSD): — Esses alguns afirmam que este sistema é mau e, em vez de apresentarem propostas com substância para o melhorarem, usam do pior que existe na política: descredibilizar todo o sistema,

pensando que, com isso, irão lograr, sobressair como melhores do que os outros.

Aplausos do PSD.

Basta ver a densidade de alguns projetos de lei para facilmente concluirmos o que, na verdade, pretendem.

E pasme-se: estão de acordo os extremos desta Câmara que, por vezes, propõem a mesma coisa!

O PSD não alinha nesta estratégia sem conteúdo, o PSD apresenta-se neste Parlamento com um projeto de

lei que visa, na verdade, resolver muitos problemas práticos, do dia a dia, que provavelmente muitos nem sequer

conhecem ou algum dia enfrentaram.

Credibilizar a política passa por credibilizar o modo como o escrutínio, a responsabilização e o funcionamento

dos partidos políticos se desenvolve, e, por isso, propomos, em primeiro, que os partidos só tenham de pagar

despesas que efetivamente realizaram. Os partidos não podem ser condenados em tribunal com base no

princípio da desconfiança ou porque alguém, sem autorização, realizou despesa em benefício sabe-se lá de

quem.

Mais: estabelecem-se regras para a subvenção de campanha eleitoral em campanhas eleitorais autárquicas

intercalares ou para a segunda volta das eleições presidenciais. Também terminamos definitivamente com a

possibilidade de os independentes, em eleições autárquicas, poderem ter lucro de campanha.

Que fique claro que a lei atual permite, como já aconteceu, que um grupo de cidadãos eleitores enriqueça à

conta do Estado, não prestando contas desse dinheiro a nenhuma entidade. Deixem-me, a este propósito, fazer

um aparte: é curioso vermos que tantos partidos populistas pretendem acabar ou reduzir subvenções ou

benefícios fiscais dos partidos e nenhum tenha proposto acabar com o lucro de sujeitos individuais em campanha

eleitoral, como sucede com os independentes. Grande coerência!

Isto não acontece com os partidos políticos, já que nenhuma campanha pode ser lucrativa para um partido.

E está bem assim.

Resolvemos também problemas de interpretação da lei ou da sua aplicação prática, no que respeita aos

limites de gastos com outdoors, e esclarecemos que só imóveis afetos à atividade política podem ter certos

benefícios.

Finalmente, queremos corrigir os prazos de resposta à Entidade das Contas e Financiamentos Públicos em

fase de contraditório, para tornar exequível e pleno o exercício desse mesmo direito ao contraditório.

Sr. Presidente, Srs. Deputados: O que propomos não abandona a fórmula do financiamento partidário

essencialmente público, nos moldes já hoje previstos, mas recusamos liminarmente que empresas privadas

possam financiar partidos, que é a consequência lógica que se colocaria em cima da mesa se muitos dos

projetos que hoje discutimos fossem aprovados.

Para terminar, deixem-me reafirmar a nossa disponibilidade para aperfeiçoarmos o nosso projeto na

especialidade. Só esse caminho de diálogo sério reforçará, afinal, o sistema partidário e a transparência no

financiamento dos partidos e tornará o debate algo construtivo e compreensível para os portugueses.

Páginas Relacionadas
Página 0028:
I SÉRIE — NÚMERO 25 28 Criemos condições de sucesso. Uma dessas condições, m
Pág.Página 28
Página 0029:
18 DE JUNHO DE 2022 29 Sabemos, também, que há muitos vistos gold em Portugal para
Pág.Página 29
Página 0030:
I SÉRIE — NÚMERO 25 30 Aplausos do PCP. O Sr. President
Pág.Página 30
Página 0031:
18 DE JUNHO DE 2022 31 A Sr.ª Sara Madruga da Costa (PSD): — Sr. Presidente,
Pág.Página 31
Página 0032:
I SÉRIE — NÚMERO 25 32 É amplamente reconhecido que a situação atual em nada
Pág.Página 32
Página 0033:
18 DE JUNHO DE 2022 33 possível a obtenção do visto através da aquisição de um imóv
Pág.Página 33
Página 0034:
I SÉRIE — NÚMERO 25 34 Mas, Srs. Deputados, não nos podemos desviar d
Pág.Página 34
Página 0035:
18 DE JUNHO DE 2022 35 Aplausos do PSD. O Sr. Presidente: — Para uma i
Pág.Página 35
Página 0036:
I SÉRIE — NÚMERO 25 36 Pelo menos é o que está noticiado, estou a ler
Pág.Página 36
Página 0037:
18 DE JUNHO DE 2022 37 Quando o Iniciativa Liberal condena o genocídio uigur na Chi
Pág.Página 37
Página 0038:
I SÉRIE — NÚMERO 25 38 Srs. Deputados do Iniciativa Liberal, sejam liberais,
Pág.Página 38