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I SÉRIE — NÚMERO 30

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Sr.ª Ministra, Srs. Membros do Governo, nas últimas semanas, continuaram a faltar ambulâncias em

Portugal, levando a que cidadãos morressem, repito, morressem, enquanto esperavam por acesso a cuidados

de saúde.

Nas últimas semanas, nalgumas regiões do País, como é o caso da grande Lisboa e do Algarve, continuou

o caos dos encerramentos permanentes de serviços, sem qualquer possibilidade de acesso e, até ao dia de

hoje — até o Ministério da Saúde reconhecer que tinha de colocar essa informação no portal do SNS —, sem

qualquer informação sobre quais os serviços encerrados.

Ainda esta manhã, os portugueses não sabiam que serviços estavam, efetivamente, encerrados no Serviço

Nacional de Saúde. Viaturas do INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica) estavam paradas ou sem

condições de mobilidade, com milhares à espera de serem atendidos, o que coloca em causa a legalidade do

procedimento do Estado e a vontade política de resolver esse problema.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Sr.ª Ministra, Srs. Membros do Governo, não há outra forma de dizer isto: os

senhores têm nas vossas mãos a saúde, ou a falta dela, e a morte de tantos cidadãos em Portugal ao longo

das últimas semanas. E isso tem de ser dito sem medo de gerar alguma falta de responsabilidade política.

Aplausos do CH.

Sr.ª Ministra da Saúde, à hora a que estamos aqui, sabemos também que as urgências de obstetrícia e

ginecologia de Abrantes estão encerradas até quinta-feira.

Mas este debate não deixa de ser curioso. Ouvimos o Sr. Deputado do Partido Socialista Eduardo Alves

falar de ideologia na saúde e de como o PS é o grande arauto do SNS, que não cede às ideologias dos outros.

O Deputado Eduardo Alves, tanto quanto sabemos, foi eleito por Portalegre. Se eu fosse eleito por Portalegre

tinha vergonha de falar de saúde neste Parlamento, quando há bebés a nascer em Badajoz porque não têm

em Portalegre cuidados de saúde.

Aplausos do CH.

Eu tinha vergonha de vir falar, aqui, de saúde. Sim, Srs. Deputados, há bebés portugueses a nascerem em

Badajoz porque Portalegre não tem condições para isso. Colocarem um Deputado de Portalegre a falar sobre

este assunto, se não é falta de vergonha, é, pelo menos, falta de sentido político.

Aplausos do CH.

Claro que o Sr. Deputado Eurico Brilhante Dias teve, ao menos, o bom senso de não colocar a Sr.ª

Deputada Jamila Madeira a falar hoje, aqui, no Parlamento. E porquê? Porque, de facto, uma Deputada eleita

pelo Algarve nem deve aparecer, e por isso não está aqui, hoje — penso eu —, num debate sobre saúde.

Protestos do PS.

E eu compreendo, porque, de facto, quando sabemos que não é um, nem dois, nem três, nem sete, nem

dez que morrem à espera de cuidados no Algarve, percebo que não apareça aqui ninguém a falar pelo

Algarve.

Aplausos do CH.

Protestos do PS.

Mas o Algarve tem uma particularidade, Srs. Deputados, porque, de facto, conseguiu o pleno: em Portimão,

enviam-se as grávidas para Faro, porque não há obstetras, e em Faro, enviam-se as crianças para Portimão,

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