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I SÉRIE — NÚMERO 30

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Risos do PSD.

Todos sabemos que o menor investimento no SNS foi com a vossa governação e todos sabemos que

aquilo que o PSD pretende é a privatização do SNS.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Rui Rocha, do Iniciativa Liberal.

O Sr. Rui Rocha (IL): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Srs. Deputados: O Deputado Rui

Tavares não está por aqui, mas não vou perder a oportunidade de responder a uma pergunta que nos fez

sobre a transparência no setor privado da saúde. A pergunta era sobre se íamos ou não apoiar essa iniciativa

e a resposta é muito simples: nós não apoiamos iniciativas que violam a lei, que põem em causa a privacidade

de dados e que violam o princípio da reserva de dados pessoais.

Aplausos do IL.

Protestos do Deputado do BE Pedro Filipe Soares.

O Sr. Deputado do Bloco de Esquerda está entusiasmado e eu também lhe queria dizer outra coisa. É que,

neste debate, conseguiram defender duas posições: a primeira foi a de que o Iniciativa Liberal queria um

sistema americano, selvagem, e a segunda foi a de que queríamos um sistema muito caro, que é o holandês.

Decidam-se! É que tanta demagogia não é possível e começa a ser um pouco para lá do aceitável.

Aplausos do IL.

Bom, queria recordar que o Sr. Primeiro-Ministro, há cerca de duas semanas — nem tanto —, prometeu

que, na segunda-feira, dia 20 de junho, parte dos problemas do Serviço Nacional de Saúde estariam

resolvidos. É importante termos isto presente.

Queria perguntar que parte desses problemas é que está efetivamente resolvida, já não na segunda-feira

passada, mas nesta semana ou nas próximas? E a resposta é muito simples: não está, nesta altura, nenhum

problema resolvido. Mais uma promessa que o Sr. Primeiro-Ministro não cumpriu e mais uma promessa em

que deixou os portugueses mal, porque continuam a fechar urgências, porque o sistema nacional de saúde

continua a afundar-se. E se há coisa que podemos retirar daqui já não é a de que o PS e o Governo fazem

como a orquestra do Titanic, que continua a tocar, enquanto o navio se afunda, é a de que conseguem bater

palmas já com o navio afundado, o que é, de facto, extraordinário.

Aplausos do IL.

O que o Iniciativa Liberal aqui propõe, e vou deter-me em duas das nossas propostas, é uma solução para

os problemas profundos do Serviço Nacional de Saúde, os quais são ditados pela incapacidade de gestão do

PS e do seu Governo e também pela cegueira ideológica, que, insistimos, tem levado a esta crise profunda do

sistema nacional de saúde.

A primeira proposta diz respeito aos médicos de família. E, nesta matéria, é importante recordar, ao

contrário do que diz a Sr.ª Ministra, que esta não é uma promessa do Governo de António Costa que esteja a

não ser cumprida agora, por causa da pandemia, por causa de todas as circunstâncias, é uma promessa feita

em 2016 e que tinha a ver com a existência de um médico de família para cada português em 2017. Ora, nós

estamos em 2022.

Quem será, Sr.ª Ministra, o pai desta criança?! A resposta é simples: o pai é António Costa, a madrasta é a

Sr.ª Ministra, que não estava lá naquela altura, mas já lá está há tempo suficiente e já podia ter resolvido o

problema, e os padrinhos estão sentados naquela bancada, ali à esquerda.

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