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1 DE JULHO DE 2022

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Aplausos do IL.

Risos de Deputados do PSD e do CH.

Portanto, as propostas que o Iniciativa Liberal aqui traz são as de permitir que os portugueses passem a ter

médico de família. Se o Serviço Nacional de Saúde não for capaz de lhes dar um médico de família até

novembro, que se dê a possibilidade aos portugueses de recorrerem ao setor privado e ao setor social para

terem um médico de família.

A segunda proposta tem a ver com a recuperação da atividade assistencial e, também aí, aquilo que

propomos é que não se insista na cegueira ideológica, que se permita que sejam celebrados protocolos, que

se façam concursos, que se envolvam na solução para cirurgias, para atividade e para consultas médicas da

especialidade os recursos existentes no País e que, por uma vez, se ouça a voz dos portugueses e não a voz

da ideologia, que é aquilo que tem sido feito até agora.

Aplausos do IL.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, em nome do Grupo Parlamentar do Chega, tem a palavra o Sr.

Deputado Bruno Nunes.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Sr. Presidente, Srs. Membros do Governo, Sr.as e Srs. Deputados: Hoje, já

assistimos aqui à mistura de uma série de temas, já assistimos a tentar perceber quem é o pai da criança, e

gritam quem é o pai… E, nesta questão de saber quem é o pai, da maneira como vejo o Serviço Nacional de

Saúde, há uma coisa de que tenho a certeza: o pai saiu para comprar tabaco e deixou a criança na mão dos

portugueses, para resolverem o problema.

Aplausos do CH.

Essa é uma das verdades!

Mas, ainda agora, o Sr. Deputado Eduardo Oliveira dizia que não devíamos estar a falar do aeroporto,

porque misturamos as coisas. Não! O que, de facto, aconteceu foi que vocês conseguiram misturar a «lei da

rolha» de ontem com a questão da saúde de hoje: de manhã, trataram da saúde a um ministro e, à tarde,

mandaram-no calar, para ver se ele dizia que tudo isto foi sem intenção.

Sr.ª Ministra, não sei se, eventualmente, os médicos que a senhora imagina para as unidades de saúde

familiares vinham ou não pelo aeroporto do Montijo, mas, com a falta de médicos que se verifica, não faço

ideia onde é que vai arranjar tantos médicos para as 130 unidades de saúde familiares que vem aqui anunciar,

a menos que continue a apostar nos tarefeiros e, ao mesmo tempo, a diabolizá-los junto dos médicos dos

quadros. Os tarefeiros não têm responsabilidade pelo facto de a senhora não ter capacidade de gestão para

resolver o problema e, por isso, ser necessário recorrer aos serviços dos tarefeiros. E vou dar-lhe um exemplo:

no Hospital Beatriz Ângelo, há poucos dias, estivemos numa audiência e percebemos que os médicos do

quadro recebem 17 € e os médicos tarefeiros recebem 55 €. Obviamente, é muito mais fácil ser tarefeiro,

neste País, e trabalhar para o Serviço Nacional de Saúde idealizado por VV. Ex.as, mas não diabolizem os

tarefeiros, que andam a tentar resolver o vosso problema.

Há poucos dias, vi uma página nas redes sociais, chamada Pérolas da Urgência, onde, a determinada

altura, se refere um ponto que a senhora devia entender: os médicos acreditam no Serviço Nacional de Saúde

e acreditam que um dia podem voltar ao Serviço Nacional de Saúde, a única questão é que sabem que hoje,

consigo, este não é o dia para voltar ao Serviço Nacional de Saúde. É que nem a questão da emergência

hospitalar os senhores conseguem resolver, porque o INEM tem as ambulâncias em inoperância total por

responsabilidade vossa, porque não há médicos. Mas explique às pessoas, lá em casa — e muita gente não

sabe disto —, que, nos seguros que são pagos, uma percentagem de todos eles é referente à emergência, e

esse valor é de cerca de 160 milhões de euros. Mesmo assim, o serviço — como a senhora diz, «o privado»

— não é resolvido.

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