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9 DE JULHO DE 2022

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Vozes do PSD: — Muito bem!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Ora, aí está!

A Sr.ª Fátima Ramos (PSD): — Não explica nada disso!

Este caos não surgiu agora; este caos já vem de trás e o Partido Comunista, de facto, esquece isso, assim

como tem ido na conversa do Partido Socialista, que acredita que os sucessivos anúncios e as sucessivas

promessas e mentiras acabam por resolver os problemas, mas não resolvem, Sr. Deputado!

Durante quatro difíceis anos, o PSD tirou o País da bancarrota e salvou-o do ponto de vista económico.

Vozes do PSD: — Muito bem!

A Sr.ª Paula Santos (PCP): — Isso é mesmo a sério?!

A Sr.ª Fátima Ramos (PSD): — A seguir, vieram as vossas políticas, juntamente com as políticas do Partido

Socialista, e destruíram o que estava a ser feito!

Aplausos do PSD.

Com essas políticas e com o vosso fanatismo ideológico, o que fizeram?! Quebraram os acordos com as

misericórdias e com as IPSS (instituições particulares de solidariedade social).

Fizeram mais: no caso das parcerias público-privadas (PPP), mesmo quando implicavam menos custos para

o Estado e melhor serviço para as pessoas, acabaram com elas. Não se preocuparam com as pessoas!

É esta cegueira ideológica que tem destruído o Serviço Nacional de Saúde e que tem desmotivado os

profissionais, que o têm abandonado, indo muitos para o estrangeiro.

O PSD acompanha o diagnóstico que o Partido Comunista faz sobre a necessidade de criar incentivos para

que os médicos e os enfermeiros possam ir para estes territórios, mas só esta solução não resolve o problema,

só este medicamento — a estratégia comunista — não resolve o problema.

Por isso, Sr. Deputado, é preciso envolver os profissionais de saúde e as suas ordens profissionais, os

organismos que os representam. É preciso envolver os diversos setores, o setor privado e o setor social não

lucrativo, se queremos, de facto, resolver os problemas das listas de espera e dos doentes que sofrem.

O Sr. Ricardo Baptista Leite (PSD): — Muito bem!

A Sr.ª Fátima Ramos (PSD): — Por isso, Sr. Deputado João Dias, pergunto-lhe o seguinte: não acha imoral

que 1,4 milhões de portugueses não tenham médico de família?! O senhor não acha imoral que milhares de

portugueses desesperem, enquanto esperam meses, e até anos, por uma consulta, uma cirurgia ou um exame

complementar de diagnóstico, quando podiam receber essa assistência em tempo útil, se deixasse cair a pala

ideológica contra o setor privado e o setor social não lucrativo?!

O senhor sabe que, em muitos territórios, onde nem sequer o setor privado atua, é o setor social que lá está,

porque o Estado já os abandonou?!

O Sr. Nuno Carvalho (PSD): — Muito bem!

A Sr.ª Fátima Ramos (PSD): — O senhor não acha imoral que existam muitos milhares de pessoas a ter de

pagar no setor privado, por falta de resposta do Estado, e que outros portugueses fiquem sem assistência,

porque não têm dinheiro para pagar?! O senhor não vê que isto só está a enriquecer os seguros privados e a

empobrecer as pessoas, que têm um mau serviço?!

Aplausos do PSD.

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