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I SÉRIE — NÚMERO 35

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«Homem ímpar, de personalidade rica e multifacetada, atento e sempre disponível, António Vaz Pinto,

sacerdote jesuíta, detentor de uma vida plena, empenhada e entusiasta no campo da espiritualidade e da ação,

faleceu no passado dia 1 de julho, aos 80 anos de idade.

Oriundo de uma família originária de Arouca, o Padre António Vaz Pinto, o 11.º de 12 irmãos, nasceu em

Lisboa, em 1942, e entrou para a Companhia de Jesus em 1965, em Soutelo. Antes, frequentou o Colégio São

João de Brito, em Lisboa, tendo ingressado mais tarde na Universidade Clássica de Lisboa onde frequentou o

curso de Direito durante quatro anos. Licenciou-se depois em Filosofia, em Braga, e em Teologia, na Alemanha,

na Universidade de Frankfurt.

Ordenado sacerdote em 1974, o Padre António Vaz Pinto foi responsável pela criação e implementação de

várias obras da Companhia de Jesus de grande impacto apostólico, entre as quais os Leigos para o

Desenvolvimento, em 1986, o Centro de São Cirilo, em 2002, no Porto, o Centro Universitário Padre Manuel da

Nóbrega, entre 1975 e 1984, em Coimbra, e o Centro Universitário Padre António Vieira, entre 1984 e 1997, em

Lisboa.

Desempenhou ainda diversos cargos de especial responsabilidade, como sejam os de reitor da Comunidade

Pedro Arrupe, em Braga, e reitor da Basílica do Sagrado Coração, na Póvoa do Varzim. Dirigiu o Centro de

Reflexão e Encontro Universitário Inácio de Loyola, no Porto, foi assistente nacional da Comunidade de Vida

Cristã e presidente da direção do Centro Social da Musgueira, em Lisboa.

Em 2008, foi nomeado diretor da revista Brotéria e, mais tarde, em 2014, reitor da Igreja de São Roque e

capelão da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa. Trabalhou também, durante vários anos, na Rádio

Renascença, onde foi assistente entre 1984 e 1997, e colaborou com vários órgãos de comunicação social. Foi

também fundador da produtora de conteúdos religiosos Futuro e esteve no projeto inicial da criação da TVI.

O Padre António Vaz Pinto também se destacou por diferentes missões pastorais e sociais, nomeadamente

pela coordenação do Alto Comissariado para as Migrações e Minorias Étnicas, entre 2002 e 2005, e, numa

preocupação permanente em prol de uma sociedade mais justa, ajudou a criar o Banco Alimentar Contra a Fome

e os Leigos para o Desenvolvimento, uma organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD)

católica.

Foi ainda autor de sete livros sobre teologia, filosofia e vida cristã, e de dois de memórias, onde conta a

história da sua vida.

Em janeiro de 2006, foi distinguido pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Grande Oficial Ordem

Infante D. Henrique.

O Padre António Vaz Pinto destacou-se em inúmeras missões e tarefas ao longo da sua vida. Dotado de um

sentido prático em que adaptava os seus princípios e valores doutrinais ao avanço da sociedade, a sua influência

e a sua ação enriqueceram a vida de milhares de pessoas, sendo uma fonte inspiradora especialmente para os

jovens.

António Vaz Pinto foi um homem que reconheceu e viveu o encontro pessoal com Cristo, sendo fiel a esse

encontro, e transformou-o em experiência humana de uma vida vivida ao serviço do irmão. Distinguiu-se pela

sua capacidade de comunicar, amplificando e alargando a importância da sua mensagem, mas ao mesmo tempo

muito humano e direto, tocando o coração das pessoas.

O seu trabalho marcou a sociedade portuguesa, pois, mais do que palavras, o Padre António Vaz Pinto

deixou obra.

A Assembleia da República, reunida em sessão plenária, expressa o seu profundo pesar pelo falecimento do

Padre António Vaz Pinto, transmitindo à sua família e amigos e à Companhia de Jesus as mais sentidas

condolências.»

O Sr. Presidente: — Sr.as e Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba

de ser lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade, registando-se a ausência do CH.

Vamos passar ao Projeto de Voto n.º 122/XV/1.ª (apresentado pelo PAR e subscrito pelo PS, pelo PSD, pelo

CH, pelo IL, pelo PCP, pelo BE, pelo PAN e pelo L) — De pesar pelo falecimento do Comandante Piloto André

Serra.

Peço à Sr.ª Secretária da Mesa Deputada Lina Lopes o favor de o ler.

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