1 DE OUTUBRO DE 2022
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Não há dúvidas de que o terrorismo tem evoluído em várias vertentes e precisa de ser combatido. A adoção
de legislação que acompanhe esta evolução e se adapte, sem violar direitos, liberdades e garantias, é uma das
formas para o fazermos, mas não nos podemos esquecer dos recursos necessários para combater esta ameaça.
O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!
A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Não posso, contudo, deixar de falar aqui do processo de transposição desta
diretiva. Sra. Ministra, a transposição desta diretiva é mais um exemplo da incompetência e da incapacidade
deste Governo socialista, que já é uma imagem de marca dos Governos de António Costa nos últimos sete anos.
O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Muito bem!
A Sr.ª Patrícia Gilvaz (IL): — Todos cometemos erros, mas o que distingue os competentes dos
incompetentes é que uns corrigem-nos a tempo e outros permanecem no mesmo erro.
Aplausos da IL.
São os Governos do Partido Socialista os responsáveis pela estagnação, pela falta de crescimento e pelo
atraso de Portugal face a outros países da União Europeia e são os Governos do PS que nos atiram
constantemente para a cauda da Europa.
Mas, atenção, temos de ser justos, porque há exceções. Conseguimos estar na Liga dos Campeões no
ranking que mede os países mais atrasados na transposição de diretivas e no ranking que mede o número de
processos instaurados pela Comissão Europeia por erros ou atrasos na transposição.
Se o ranking for negativo, aí sim, Portugal e o Partido Socialista brilham com a má figura com que nos
representam e com o atraso a que condenam o País e os portugueses.
Protestos do Deputado do PS Pedro do Carmo.
E cá estamos nós, uma vez mais, a discutir o atraso e a pressão que é feita pela Comissão Europeia e que
obriga este Governo incompetente a correr sempre atrás do prejuízo.
Como qualquer trabalho feito à pressa, tem erros, e quem o diz é o Conselho Superior da Magistratura, como
também já foi aqui dito, que afirma que a técnica legislativa utilizada nem sempre é a mais adequada, clara e
precisa.
A Iniciativa Liberal irá abster-se, mas o trabalho em especialidade terá de ser meticuloso e cauteloso.
Estaremos aqui para garantir que direitos, liberdades e garantias dos cidadãos não são atropelados e que esta
lei, mal feita, não irá trazer problemas no futuro.
Já sabemos que a Iniciativa Liberal incomoda o Partido Socialista, que nos tenta calar à força, mas podem
contar connosco, que estaremos aqui para fazer o trabalho de escrutínio a que nos comprometemos.
Aplausos da IL.
O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem agora a palavra o Sr. Deputado Rui Tavares, do Livre.
O Sr. Rui Tavares (L): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, Sr.ª Ministra: Já aqui foi dito que o combate
ao terrorismo tem de ser, no fundo, objeto de um compromisso entre liberdades e segurança. Não é essa a visão
do Livre, não é a de que devamos achar um meio-termo entre liberdade e segurança. Para nós, o combate ao
terrorismo deve ser feito mantendo integralmente o nosso acervo de direitos e deve ser feito, ele próprio, como
uma defesa de direitos.
É por isso que, em sede de especialidade, o Livre se concentrará principalmente em três temas: em primeiro
lugar, na clarificação daquilo que se entende por «infração», que não está suficientemente densificado no texto;
em segundo lugar, naquilo que foi identificado pelo próprio Conselho Superior da Magistratura, no seu parecer,
como a necessidade de clarificar o que significa «pessoa coletiva estabelecida em território português», pois