1 DE OUTUBRO DE 2022
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produtos petrolíferos e energéticos à taxa total de imposto prevista — e sem quaisquer reduções — antes de
2025.
A segunda, referente à consignação do imposto sobre os produtos petrolíferos para financiar o serviço
rodoviário nacional, prevista na alteração proposta no artigo 4.º da proposta de lei. Na nossa opinião, uma tal
consignação apresenta três grandes problemas: em primeiro lugar, agrava uma visão de aposta numa economia
dependente do combustível fóssil, não dando incentivos para uma transição energética e mobilidade sustentável;
em segundo lugar, segue um caminho de desvio de receitas públicas para o setor rodoviário, quando o nosso
país tem estradas a mais, tendo em conta a população, o território, o PIB per capita em paridades de poder de
compra e o tráfego rodoviário; e, em terceiro lugar, esta proposta traz a consagração legal de um claro fenómeno
de desorçamentação, algo criticável porque, em nossa opinião, a receita de imposto tem de ser receita fiscal do
Orçamento do Estado, não pode servir para cobrir insuficiências de entidades públicas como a Infraestruturas
de Portugal.
Palácio de São Bento, 6 de outubro de 2022.
A Deputada do Grupo Parlamentar do PAN, Inês de Sousa Real.
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Relativa aos Projetos de Lei n.os 244/XV/1.ª, 286/XV/1.ª e 288/XV/1.ª:
A Juventude Socialista defende o princípio da promoção de uma agricultura com bases ecológicas,
fortemente inovadora, tecnológica e sustentável, que, simultaneamente, ganhe eficiência, produtividade,
dinamize a economia e o emprego e reduza a pegada carbónica.
A atividade agrícola tem sofrido profundas transformações nos últimos anos com o crescimento da área de
regadio. A construção de grandes reservatórios de água afigurou-se como essencial para reter águas e enfrentar
secas cada vez mais severas, garantindo o abastecimento público de água, o regadio e a modernização e
competitividade do setor agrícola.
Não obstante, o crescimento exponencial do cultivo intensivo e superintensivo nas áreas de regadio pode
introduzir pressões sobre o solo, nos recursos hídricos, na concentração da propriedade e na biodiversidade,
que devem ser salvaguardadas.
O Governo fez aprovar a Resolução do Conselho de Ministros n.º 97/2021, de 27 de julho, que define
orientações e recomendações relativas à informação e sustentabilidade da atividade agrícola, com relatórios de
monitorização entretanto já publicados, e que visa equilibrar a proteção do ecossistema com a necessidade de
ter uma agricultura mais rentável, atrativa e competitiva, promover a fixação de pessoas nas regiões de menor
densidade populacional e reduzir o défice da balança comercial do setor agroalimentar.
Nesta sequência, a Juventude Socialista defende que devem ser avaliados e estudados os potenciais efeitos
das culturas intensivas e superintensivas e, em conformidade, revisitar a listagem de projetos sujeitos a
avaliação de impacto ambiental, desenhar regulamentação que mitigue os seus possíveis impactos na saúde
pública, proteção da paisagem e preservação dos recursos naturais, garantindo-se, por exemplo, a especial
proteção da fauna e flora do montado, ecossistemas de uma particularidade única.
Os Deputados do Grupo Parlamentar do Partido Socialista — Eduardo Alves — Eunice Pratas — Francisco
Dinis — Joana Sá Pereira — Miguel Matos — Miguel dos Santos Rodrigues — Pedro Anastácio.
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Relativa aos Projetos de Lei n.os 47/XV/1.ª, 290/XV/1.ª e 291/XV/1.ª:
A Assembleia da República rejeitou, no dia 30 de setembro, os projetos de lei referidos em epígrafe, um do
Bloco de Esquerda e outro do PCP, ambos propondo um conjunto de alterações, desde vinculações
extraordinárias, elaboração de horários e mecanismos de compensação de docentes deslocados.