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14 DE OUTUBRO DE 2022

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Durante séculos, esta conectividade foi exclusivamente marítima. Hoje, é também aérea, essencial pela

capacidade que tem de aproximar destinos, transportar pessoas, dinamizar a economia e contribuir para a

riqueza do País.

Para que a conectividade aérea alimente a nossa centralidade estratégica, ela depende de dois instrumentos

de desenvolvimento. Em primeiro lugar, depende de um hub eficiente, essa plataforma giratória que distribui por

toda a Europa passageiros oriundos dos continentes americano e africano. Em segundo lugar, depende de uma

companhia aérea que seja capaz de captar esse tráfego transatlântico. A TAP é a única companhia que pode

explorar todo o potencial económico que essa plataforma representa.

A TAP e o hub coexistem em profunda interdependência. Uma TAP forte alimenta o hub e um hub eficiente

acrescenta valor à TAP. Juntos, e em sinergia, garantem conectividade ao País, materializam a sua centralidade

estratégica e valem exportações, riqueza e emprego. É por isso que precisamos de uma TAP eficiente,

competitiva e capaz de crescer de forma sustentável.

E isto é o que a direita nunca percebeu. A importância de uma companhia aérea não se mede simplesmente

pelo volume de voos que realiza e pelo número de passageiros que transporta; mede-se pelo perfil da

conectividade e dos destinos que permite ligar e mede-se pelo seu modelo de negócio concreto e pelo tipo de

relação que mantém com o hub, o que, por sua vez, determina o valor que a companhia acrescenta à economia

nacional.

É por isso que, quando se pergunta se a TAP vai devolver todo o dinheiro que foi investido pelo Estado, a

verdadeira resposta é: a TAP já começou a devolver esse dinheiro desde que a sua falência foi evitada lá atrás,

em 2020.

Aplausos do PS.

Começou a devolver dinheiro ao País pelos passageiros que transportou, pelas exportações que garantiu,

pela economia que irrigou, e começou a devolver dinheiro ao Estado pelos impostos cobrados a essa atividade

económica.

Esta é a ideia fundamental que a miopia política não permite a alguns partidos ver: que o retorno que a TAP

dá é indireto, difuso, capilar, mas não menos real; que a TAP, antes de servir o seu acionista, serve as empresas,

serve as pessoas, serve o País.

Sr.as e Srs. Deputados, por vezes, a defesa da nossa centralidade estratégica exige a tomada de decisões

difíceis por quem governa. Porque governar é isso mesmo: enfrentar problemas complexos, ter de decidir,

mesmo quando era mais fácil não fazer nada, e assumir a decisão com coragem e convicção.

Foi isso que fizemos quando, em 2020, evitámos a falência da TAP. Perder a empresa faria o País perder

centralidade estratégica e entregá-la a Espanha. Seria escolher ser periférico. Não contem connosco para isso.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Ainda no período de encerramento do debate, em nome do Grupo Parlamentar do PSD,

tem a palavra o Sr. Deputado Paulo Rios de Oliveira.

O Sr. Paulo Rios de Oliveira (PSD): — Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados: O Partido Social Democrata

agendou este debate para travar a onda de informações, meias-verdades e enorme incoerência com que o

Governo tem conduzido o processo da TAP.

Tudo isto é chocante e tem de ser denunciado sem meias palavras. Até a postura do Partido Socialista neste

debate mostra que erra e não aprende. Nem com os próprios erros aprende!

Quando perguntam «o que fez o PSD?» e «o que faz o PSD?», respondo: quando o PSD governou fez o que

era necessário, difícil e corajoso. Nós fizemos!

Aplausos do PSD.

Protestos do PS.

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