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27 DE OUTUBRO DE 2022

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Também não vou aqui falar na Ana, mas vou referir, em relação às duas últimas intervenções, de dois jovens

— um do PS e outro do PSD —, que o gritante é termos uma taxa de desemprego jovem mais alta do que a

média europeia, particularmente na Madeira, onde mais de 20% dos jovens estão desempregados, no Algarve,

onde mais de 19% dos jovens estão desempregados e, nos Açores, onde mais de 17% dos jovens estão

desempregados. Isto é que tem de nos preocupar! Foi pena que nenhum dos Srs. Deputados tenha falado nisto.

Aplausos do CH.

O Sr. Primeiro-Ministro citou aqui, neste debate, Jorge Palma. Não é a primeira vez que o faz e eu, não sendo

também a primeira vez, vou citar António Variações: «É p’ra amanhã/ Bem podias fazer hoje/ Porque amanhã

sei que voltas a adiar». É este o reflexo deste Governo do Partido Socialista, é isto que temos: um País adiado,

um Governo à deriva, um barco à deriva.

Aplausos do CH.

E temos também um mau Orçamento.

Enganou os pensionistas, enganou os portugueses, em geral, com 125 € dados no mês de outubro. Mas,

depois, em novembro, dezembro, janeiro, fevereiro, sabe-se lá como é que vão pagar as contas.

O que se passou aqui hoje e que se está a passar é propaganda socialista. Lá em casa, ninguém acreditou

em si, Sr. Primeiro-Ministro. Ninguém! Falou em contas certas, estabilidade e aliviar impostos, mas diga isso a

quem vai pôr gasóleo ou gasolina para ir trabalhar.

Chegou-se ao escândalo, em Portugal, de, na passada semana, aumentarem o gasóleo e a gasolina em 8

cêntimos e fazer-se uma propaganda tal que, na passada segunda-feira, o gasóleo baixou meio cêntimo.

O Sr. Rui Afonso (CH): — Uma vergonha!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — O problema das famílias portuguesas está resolvido: baixou-se o gasóleo meio cêntimo, na passada segunda-feira.

Quanto ao aumento da criminalidade, o Sr. Primeiro-Ministro dizia aqui, há uns meses, neste Parlamento,

quando o confrontámos, que não era verdade. Hoje, infelizmente, está à vista de toda a gente: gangues juvenis

proliferam pelas Áreas Metropolitanas de Lisboa e do Porto.

Aplausos do CH.

Sr. Primeiro-Ministro, o que este Orçamento dá às forças de segurança é pouco ou nada. O subsídio de risco

aumenta uma miséria, o subsídio de alimentação é vergonhoso — com os presos a ganharem quase mais de

subsídio de alimentação do que os polícias —…

O Sr. Rui Afonso (CH): — É verdade!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — … e faltam meios e agentes. Repare, Sr. Primeiro-Ministro, levamos quase três horas de debate e não há uma palavra sobre o interior do

País. Não há uma palavra sobre o interior do País, que o Partido Socialista esqueceu, que o seu Governo

esqueceu e onde também fazem falta as forças de segurança.

Aplausos do CH.

Falemos sobre os bombeiros.

Agora que já chove, já esquecemos os incêndios. Já ninguém fala em bombeiros, já ninguém fala em

incêndios, tudo está bem! O que é que este Orçamento prevê para prevenir os incêndios em Portugal? O

subsídio de risco para os bombeiros continua sem existir. Nem uma palavra neste Orçamento! Continua sem

existir este subsídio de risco.

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