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I SÉRIE — NÚMERO 64

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O Sr. João Dias (PCP): — Para uma intervenção, Sr.ª Presidente.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Não tinha dado essa indicação à Mesa, Sr. Deputado, mas tem a

palavra.

O Sr. João Dias (PCP): — Obrigado pela compreensão, Sr.ª Presidente, mas, tendo em consideração o

tempo de que os outros grupos parlamentares também dispõem…

Sr. Deputado Pedro Melo Lopes, a sério, é mesmo um relatório que o PSD apresenta como solução para os

problemas que se colocam aos serviços de saúde?! Só se estiver a mangar connosco!

É que não vejo, não identifico preocupações relativamente à conciliação da vida profissional com a vida

pessoal, não vejo preocupações quanto à prestação do trabalho em condições de segurança e de saúde dos

profissionais de saúde, não vejo preocupações, na vossa intervenção nem nas vossas iniciativas, relativamente

ao descanso dos profissionais de saúde, não vejo preocupações com o limite da jornada de trabalho e o

descanso semanal,…

O Sr. Ricardo Baptista Leite (PSD): — Fale com os seus amigos da geringonça!

O Sr. João Dias (PCP): — … mas vêm falar de um relatório, preocupados com o risco de as empresas

prestadoras de cuidados de saúde não poderem vir a exercer a sua atividade no Serviço Nacional de Saúde.

Sr. Deputado, aquilo de que precisamos é de mais profissionais de saúde. Têm de pôr a mão na consciência

quanto ao dano que o PSD já provocou aos profissionais de saúde, degradando-lhes as condições de trabalho,

e que o PS não resolveu, porque não quis, já que também teve condições políticas para o fazer, quando o PCP

apresentou as propostas e as soluções na Assembleia da República.

Protestos do PS.

Aquilo a que aqui assistimos é, de facto, mais uma vez, um virar as costas aos profissionais de saúde, quando

estão confrontados com dificuldades.

Do que precisamos é de profissionais de saúde devidamente valorizados, devidamente pagos, e não de

degradar as suas condições de trabalho, as suas condições salariais, para que eles abandonem o Serviço

Nacional de Saúde.

Aplausos do PCP.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Para uma intervenção, dou também a palavra ao Sr. Deputado Paulo

Marques, do Grupo Parlamentar do PS.

Faça favor, Sr. Deputado.

O Sr. Paulo Marques (PS): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Membros do Governo, Srs. Deputados: Enfim,

queria só rebater a questão do «inaplicável», porque, durante a vigência deste documento, tenho a ideia de não

termos ouvido nenhum Conselho de Administração, nenhum responsável por um hospital dizer que não o

conseguia aplicar. Nenhum!

Protestos do PSD e do CH.

Já, há pouco, o Sr. Secretário de Estado disse que entraram mais 274 médicos para o Serviço Nacional de

Saúde, e isto releva o esforço que está a ser concluído.

Por fim, queria também juntar-me a esta crítica sobre o relatório. De facto, é muito pouco, para quem pediu

uma apreciação parlamentar, vir pedir um relatório sobre a execução de um decreto-lei, mas é ao que estamos

habituados, é o que o PSD tem para nos dar.

Aplausos do PS.

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