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10 DE DEZEMBRO DE 2022

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A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Agora, sim, estamos em condições de passar ao encerramento e, para

o efeito, tem a palavra o Sr. Deputado Pedro Melo Lopes, do Grupo Parlamentar do PSD.

O Sr. Pedro Melo Lopes (PSD): — Sr.ª Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, ouvi com atenção todos os

comentários feitos à apreciação parlamentar que o PSD aqui trouxe e a única coisa que o PSD pretende é muito

simples:…

O Sr. João Dias (PCP): — É um relatório!

O Sr. Pedro Melo Lopes (PSD): — … saber, por cada euro gasto a mais com este decreto-lei, que resultados

ou melhorias, na qualidade da saúde, é que os portugueses tiveram. É que não é difícil abrirmos a televisão e

vermos, no telejornal, que este diploma não resolveu nada.

O Sr. Secretário de Estado tem altas responsabilidades na direção da saúde em Portugal, aliás, já foi dirigente

da ACSS e, inclusive, Subdiretor-Geral da Direção-Geral da Saúde. Ora, o Sr. Secretário de Estado tem visto

as notícias de urgências pediátricas fechadas, de urgências caóticas, a atingir 12 horas de espera por doentes

urgentes que deviam ser vistos em uma hora, demissões de chefes de equipa, e aquilo que o Sr. Secretário de

Estado diz aqui: «Mas nós contratámos mais médicos!»

Sr. Secretário de Estado, mais dinheiro, mais profissionais e mais problemas tem um nome: má gestão! É

má gestão, Sr. Secretário de Estado!

Aplausos do PSD.

O Partido Socialista, sobre esta má gestão, não tem nada a dizer. Sobre esta má gestão, o Partido Socialista

chega aqui, nem sequer fala do decreto-lei e, depois, ainda compõe a intervenção, dizendo que isto é aplicável,

que os administradores hospitalares não se queixam.

Srs. Deputados, um decreto-lei como este apenas e só perpetua a cultura do Partido Socialista, da mão

estendida dos administradores hospitalares. É chegar ao Ministério e dizer: «mandem para cá mais dinheiro,

porque já esgotámos o plafond!» É isto que vocês querem, é a submissão dos administradores hospitalares,

porque é a isto que o decreto-lei vai levar, e está a levar. É que nós, ao contrário dos Srs. Deputados,

conversámos com as organizações e com os administradores hospitalares.

O Sr. Luís Soares (PS): — Em 2015 é que era!

O Sr. Pedro Melo Lopes (PSD): — O Sr. Deputado João Dias, do PCP, apresentou-se aqui muito

preocupado não em discutir a saúde, mas com as empresas. Depois, também tentou compor.

Sr. Deputado, respeito pelas empresas, respeito pela iniciativa privada, respeito pelos pequenos

comerciantes, pelas pequenas empresas, que são muito o garante deste País. O Sr. Deputado tem alguma coisa

contra as empresas, mas tem de a resolver lá fora, porque aqui dentro não vai encontrar debate.

Deixe-me até dizer-lhe, sobre as empresas, que o Sr. Deputado fez parte de uma geringonça que permitiu

que os privados tivessem crescido 30 % e que, hoje, mais de metade da população portuguesa tenha seguro

de saúde e vá aos privados, inclusive os Srs. Deputados da geringonça.

Aplausos do PSD.

Para terminar, o Bloco de Esquerda quis fazer um golpe de magia. No seu gabinete, à última da hora, escreve

três ou quatro medidas avulsas para tentar resolver o problema das urgências em Portugal.

Sr.ª Deputada, primeiro ouçam-se os peritos, ouçam-se as entidades. Olhe, convido-a, hoje, a estar presente

numa conferência do Grupo Parlamentar do PSD sobre uma especialidade de medicina de urgência, que pode

ajudar a resolver o problema, porque, assim, pode saber mais sobre urgências. Não é chegar aqui com meia

dúzia de medidas avulsas e dizer: é assim que se resolve!

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