O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

10 DE DEZEMBRO DE 2022

41

… mas, como o Chega continua muito dorido, vai continuar a gritar.

Agora queria falar da Iniciativa Liberal…

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Sr. Deputado, um momento, se faz favor.

Protestos do CH.

O Sr. Rui Tavares (L): — O Chega já está despachado!

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Srs. Deputados, peço a todas e a todos que criem as condições para

que cada orador se possa exprimir. É um direito que as pessoas têm.

Srs. Deputados do Chega, também já houve tempo em que interrompi outras bancadas e lhes pedi que

tivessem em atenção que estava um orador ou uma oradora do Chega no uso da palavra.

Portanto, vamos respeitar. Todos têm direito, estamos em liberdade, em democracia, todos têm direito a

exprimir as suas ideias. Muito obrigada.

Faça o favor de continuar, Sr. Deputado.

O Sr. Rui Tavares (L): — Muito obrigado, Sr.ª Presidente, até porque os argumentos do Chega estavam

despachados.

A Iniciativa Liberal, provavelmente, entende o significado da expressão «externalidades negativas». E é para

isso que os impostos também servem. Há um problema na habitação que é preciso atacar e, para isso, também

precisamos de recursos.

A mesma coisa em relação à proposta do PAN. Quer dizer, compreendo que é preciso acudir às dificuldades

das pessoas, mas em primeiro lugar deve estar a banca a criar possibilidades para que os contratos sejam

renegociados.

Foi com alguma surpresa que ouvi o PS dizer que é a favor disso, mas absteve-se na proposta do Livre que

permite às pessoas abrigarem-se da taxa variável na taxa fixa.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Peço-lhe que conclua, Sr. Deputado.

O Sr. Rui Tavares (L): — Para terminar, gostaria de dizer que também sinto alguma frustração à esquerda

em relação à falta de respostas no que diz respeito a uma fratura social e geracional que se está a criar em

Portugal. É que os ricos continuam a comprar casa e parece que, para a classe média e para a classe média-

baixa, as únicas respostas que vamos tendo são no mercado de habitação. É uma fatura que vamos pagar cara

no futuro e convinha que a esquerda pusesse os olhos nela.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Para uma intervenção, tem a palavra a Sr.ª Deputada Carla Castro, do

Grupo Parlamentar da Iniciativa Liberal.

A Sr.ª Carla Castro (IL): — Sr.ª Presidente, Srs. Deputados: Os mesmos chavões de sempre, as mesmas

narrativas a lançar confusões. Sim, há problemas graves na habitação. Esquecem-se de que as pessoas lá fora

sabem que não é a Iniciativa Liberal que tem estado no Governo.

A Sr.ª Mariana Mortágua (BE): — São primos! São primos próximos!

A Sr.ª Carla Castro (IL): — O que podem perfeitamente apontar são as vossas incapacidades e as vossas

culpas neste processo e no problema da habitação. Sim, podem assumir isso. Escusam de lançar areia para os

olhos.

Em relação ao Sr. Deputado do PS, digo-lhe qual é a falácia: para o PS, pessoas que compram casas de

100 000 € são ricas. Para a Iniciativa Liberal, não são.

Aplausos da IL.

Páginas Relacionadas
Página 0061:
10 DE DEZEMBRO DE 2022 61 O Sr. Eduardo Alves (PS): — Se me permite, Sr. Presidente
Pág.Página 61