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I SÉRIE — NÚMERO 66

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Mas temos mais: sabemos agora que vamos ser ultrapassados pela Roménia. Convém lembrar que a

Roménia viveu sob o jugo do comunismo até 1989 e só aderiu à União Europeia em 2007, ao contrário de

Portugal, que já levava 22 anos de adesão.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. Rui Paulo Sousa (CH): — É este mesmo país que nos vai ultrapassar em 2024, subindo 13 posições,

em termos de PIB per capita, desde o ano 2000, ao contrário de Portugal, que cai cinco posições desde 2000 e,

em 2024, vai ocupar o 20.º lugar neste indicador.

Sr. Presidente, Sr.as e Srs. Deputados, o que aconteceu ao nosso País? O que fizeram ao nosso País?

Não temos dúvidas em afirmar que os Governos do PS têm impedido o desenvolvimento de que Portugal

carece e que a esquerda não sabe criar riqueza, mas sabe promover a pobreza.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. Rui Paulo Sousa (CH): — Se relativamente ao diagnóstico que fazemos do atraso português há pouco

que nos afaste do PSD, já quanto às soluções para os problemas não podemos dizer o mesmo. E já que o Sr.

Deputado Miguel Santos falou no aumento do preço dos combustíveis, faço duas simples perguntas. Primeira:

por que razão o PSD votou contra o desconto extraordinário de 0,20 €/l de combustível, proposto pelo Chega,

visando dar folga aos orçamentos familiares e de sustentabilidade das empresas?

O Sr. Pedro dos Santos Frazão (CH): — Muito bem!

O Sr. Rui Paulo Sousa (CH): — Segunda: por que razão votou contra a fixação de margens máximas no

valor dos combustíveis, a título extraordinário, proposta pelo Chega, que iria permitir que o desconto favorecesse

os consumidores e não fosse absorvido pelas gasolineiras?

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado Miguel Santos.

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Sr. Presidente, Sr.ª Deputada do Partido Socialista, Sr. Deputado do partido

Chega, agradeço as perguntas. Sr.ª Deputada, estamos perante uma dificuldade grande de concordância

relativamente à metodologia e à forma como vemos a governação do nosso País, e isso é comprovado pela

própria história do nosso País, pela história da governação do Partido Socialista e pela história dos Governos

do Partido Social Democrata.

De facto, somos muito diferentes. Nas questões principais admito que não — nas de regime, porque conferem

uma estabilidade ao nosso Estado —, mas no que diz respeito ao modelo económico, ao modelo social, existe

uma grande diferença entre nós. Não é a conversa dos pobres e dos mais desfavorecidos aquela que nos

separa, porque, como há de imaginar, humanidade existe desse lado e existe deste lado e a pretensão de termos

uma população mais desenvolvida, com acesso a mais cuidados e com condições de vida melhores é um

objetivo que nos há de caber a todos nós.

Mas depois, Sr.ª Deputada, no exercício dos poderes públicos há, de facto, uma diferença muito grande, e a

história comprova-o. Veja a Sr.ª Deputada que o seu partido apoiou o Governo do Eng.º António Guterres, que

durou de 1995 a 2002, e, na verdade, nós sabemos o resultado desse Governo.

A Sr.ª Emília Cerqueira (PSD): — Um pântano!

O Sr. Miguel Santos (PSD): — Sabemos o que aconteceu e sabemos qual foi a pesada herança deixada

exatamente por esse Governo.

Aplausos do PSD.

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