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I SÉRIE — NÚMERO 68

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Portanto, estas pessoas não têm resposta nos apoios extraordinários, não têm resposta na habitação, não

têm resposta no acordo de rendimentos. Sr.ª Ministra, o problema é que este modelo económico, este

entusiasmo do Governo com as contas públicas e a autossatisfação do Partido Socialista, para estas pessoas,

não chega!

Queria terminar com um apontamento sobre as cheias. Quero registar a nossa solidariedade para com as

vítimas, o nosso reconhecimento a quem respondeu — proteção civil, eleitos locais, bombeiros. Contudo,

esperemos que as palavras sobre os mecanismos de apoio tenham consequências, porque o que vimos na

pandemia foi grandes promessas e anúncios de medidas que, depois, se traduziram em execução zero, como

aconteceu com cinco dos apoios à economia que foram anunciados ou com os atrasos brutais ou com as regras

que estiveram sempre a mudar.

Portanto, oxalá não seja este o caso na resposta à intempérie e às suas consequências, mas aqui estaremos,

também, para avaliar, para fiscalizar e para exigir respostas.

Aplausos do BE.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra a Sr.ª Ministra da Presidência.

A Sr.ª Ministra da Presidência: — Sr. Presidente, Sr. Deputado, fico, sinceramente, espantada com o relato

que o Sr. Deputado faz do que aconteceu neste País. Isto porque o peso dos salários no PIB vinha a baixar, de

forma muito significativa, até 2015, aliás, até 2016, porque, às vezes, as políticas demoram a ter efeito.

Desde então, tem crescido todos os anos, com uma exceção, que são os anos da pandemia. Imagino que

não tenha de lhe explicar o quão bom foi para os portugueses, apesar de uma queda muito significativa do PIB

durante a pandemia, que as medidas desenhadas pelo Governo para apoiar o emprego e os salários tenham

permitido que os salários se tenham mantido apesar do denominador mudar. Portanto, não consigo

compreender a descrição que faz dos últimos anos, e é isso que nos afasta.

Protestos do Deputado do BE José Moura Soeiro.

É que o Sr. Deputado relata uma realidade de despreocupação com os salários, de alguns Orçamentos que

aprovámos em conjunto, quando isso não se verificou, nunca se verificou! O peso dos salários no PIB tem

recuperado desde o início deste Governo.

O que é que acontece? Acontece que esta crise faz com que o caminho que tínhamos definido para alcançar

o nosso objetivo se tenha atrasado, mas nós cá estaremos para o recuperar! O meu compromisso é simples, e

cá estaremos para o acompanhar, garantindo que pode estar descansado porque a sua preocupação está no

centro das minhas preocupações.

Agora, há algo em que não posso deixar de reparar: todo o discurso que o Bloco de Esquerda faz aqui sobre

o empobrecimento da sociedade portuguesa é absolutamente igual ao daquela bancada ali.

A oradora apontou para a bancada do Grupo Parlamentar do PSD.

Protestos do PSD.

E ficamos muito esclarecidos quando vemos que, para quem estava tão preocupado em identificar onde está

a política de esquerda, o relato sobre os apoios, o relato sobre o empobrecimento, o relato sobre os salários é

o mesmíssimo que se faz ali, Sr. Deputado.

Aplausos do PS.

O Sr. Presidente: — Sr.ª Ministra, tem de concluir.

A Sr.ª Ministra da Presidência: — Por isso, Sr. Deputado, cá estaremos para continuar o caminho iniciado

em 2015, de recuperação dos salários e de melhoria das condições de vida das famílias.

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