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I SÉRIE — NÚMERO 70

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A lei vigente limita os promotores da publicidade institucional aos serviços de administração direta do Estado,

aos institutos públicos e às entidades que integram o setor público empresarial. A lei também só permite recorrer

a órgãos de comunicação social nacionais.

O Chega propõe duas alterações à lei. A primeira é a de acrescentar às entidades promotoras as

comunidades portuguesas no estrangeiro, quando reconhecidas pelo Estado português. Essas comunidades

existem precisamente para agregar e comunicar com os portugueses nos respetivos países de acolhimento.

Segunda alteração: incluir no âmbito da lei a comunicação social dos países de acolhimento, desde que os

seus serviços se destinem às comunidades portuguesas e valorizem a vida política, cultural, económica, social

ou ambiental nacional.

Apelar à participação das comunidades portuguesas nas eleições é apenas um caso elucidativo. Tão ou mais

importante é reforçar a ligação permanente entre as comunidades portuguesas residentes no estrangeiro e o

território nacional, mas isso deve ser simultâneo do incentivo à boa inserção das comunidades nacionais nas

sociedades estrangeiras de acolhimento.

Para o Chega, a matéria é sensível, por causa dos riscos de erosão da identidade nacional portuguesa, que

são bastante sintomáticos na generalização abusiva do termo «migrante». Trata-se de mais uma lavagem

cerebral contra as identidades nacionais, regionais ou locais dos povos ocidentais.

Aplausos do CH.

Quem abre mão da diferença entre emigrantes, com «e», ou seja, as minorias portuguesas que vivem no

estrangeiro, e imigrantes, com «i», as minorias de outros países que vêm viver para Portugal, não poderá

defender ou valorizar os portugueses, a sua identidade, cultura, história ou língua, mas quer diluí-los numa

massa anónima globalista.

Aplausos do CH.

É bom lembrar Galileu, que foi um dos pais da ciência moderna e viveu entre os séculos XVI e XVII — ciência

é confrontar a alienação do «disse que disse» com provas factuais resultantes da evidência empírica. Galileu

observou o sistema astronómico e constatou que o Sol é bem maior do que a Terra. Logo, o sistema não poderia

ser geocêntrico, centrado na Terra, mas heliocêntrico, centrado no Sol. Era a Terra que se movia em torno do

Sol, a sabedoria da Idade Média estava objetivamente errada.

Galileu deixou-nos a regra do funcionamento de qualquer sistema vivo ou dinâmico: o sistema só é funcional

quando são os pequenos que giram à volta do grande, caso contrário o sistema implode. É assim um sistema

astronómico, é assim um sistema natural, é assim um sistema ambiental, é assim, também, um sistema social.

Nos séculos XX e XXI, os progressistas-globalistas redescobriram que deveria ser a maioria a andar em

torno das minorias. Galileu deve andar às voltas no túmulo com tão grosseiro regresso mental à Idade Média!

Aplausos do CH.

O Sr. Ivan Gonçalves (PS): — Ah, deve, deve!

O Sr. Gabriel Mithá Ribeiro (CH): — Retomar Galileu é utilizar a publicidade institucional do Estado para

manter presente entre as minorias portuguesas a viver no estrangeiro que devem cumprir as leis e regras do

Estado originário e do Estado acolhedor e que devem trabalhar e respeitar a sociedade acolhedora, os seus

hábitos, símbolos, tradições e modos de vida. Mas é também preciso que o Estado português se responsabilize

e comunique habitualmente com os emigrantes.

Um discurso diferente para as comunidades estrangeiras que vivem em Portugal é ofensivo para os

portugueses que vivem, trabalham e sofrem no estrangeiro com problemas, às vezes, demasiado sérios.

Aplausos doCH.

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