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I SÉRIE — NÚMERO 72

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O Sr. Joaquim Miranda Sarmento (PSD): — O País precisa de um Governo que respeite a maioria que o

povo lhe deu em janeiro de 2022. Mas, se tal não acontecer, os portugueses podem ter a garantia de que o PSD

será sempre, sempre, a alternativa.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Para intervir no debate, tem agora a palavra a Sr.ª Ministra Adjunta e dos Assuntos

Parlamentares, Ana Catarina Mendes.

A Sr.ª Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares (Ana Catarina Mendes): — Sr. Presidente, Sr.as e

Srs. Deputados: Começo por desejar um bom ano a todos, sendo esta a primeira vez que me dirijo a esta

Câmara no novo ano.

Sr.as e Srs. Deputados, em política é bom que não se ignorem os problemas e é bom assumir a humildade

de reconhecer quando se falha e, sobretudo, de corrigir e atacar com assertividade os problemas. Foi isso que

fizemos: identificámos o erro, corrigimo-lo, reconhecemos a responsabilidade, que assumimos, encontrámos a

solução e aqui estamos para responder ao Parlamento.

Aplausos do PS.

Os ministros da tutela pediram uma avaliação à IGF (Inspeção-Geral de Finanças) e à CMVM (Comissão do

Mercado de Valores Mobiliários) — de cujos resultados estamos à espera — e assumimo-lo politicamente, com

as consequências que todo o País conhece. A isto chama-se honrar o mandato que os portugueses confiaram

a este Governo, uma maioria absoluta que não se desliga da realidade, mas que enfrenta e resolve os

problemas.

Aplausos do PS.

Em segundo lugar, Sr.as e Srs. Deputados, aquilo que se espera de um debate de urgência, num contexto

em que a incerteza externa nos convoca para enormes desafios internos, nos convoca a responder por aquilo

de que não temos responsabilidade, mas cuja necessidade é premente num Governo, é que o Governo não tire

férias, não se desvie do seu foco e continue, como tem continuado, a resolver os problemas das pessoas e a

encontrar as soluções para as pessoas.

Estranho, estranho, Srs. Deputados, é que o debate de urgência pedido pelo PSD não seja um verdadeiro

debate de urgência sobre os problemas dos portugueses, mas seja, sim, um verdadeiro debate de urgência para

saber quem ganha na liderança da oposição à direita, neste Parlamento.

Aplausos do PS.

Por isso, Sr.as e Srs. Deputados, atendendo ao momento exigente e ao novo ano de 2023, em que a guerra

ainda não terminou, aquilo que se exige a um Governo responsável é que continue a governar. E continuar a

governar é a dificuldade do debate para a direita, neste Parlamento, e para o PSD em particular.

Eu percebo a frustração do PSD ao não querer discutir com o Governo aquilo que realmente importa aos

portugueses:…

O Sr. João Moura (PSD): — Quer, quer! O Governo é que não deixa!

A Sr.ª Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlamentares: — … o resultado da governação, Sr. Deputado;

os resultados do PIB (produto interno bruto) de 2022; os resultados do défice de 2022; o nível de desemprego

histórico, como nunca tínhamos tido — há anos que não tínhamos! —; aqueles que são os apoios excecionais

que temos dado às famílias para fazerem face aos aumentos do custo de vida, aos aumentos do custo da

energia.

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