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I SÉRIE — NÚMERO 77

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Aplausos do PCP, do BE e de Deputados do PS.

O Sr. Presidente: — A Mesa não regista mais inscrições, de forma que…

Pausa.

O Sr. Presidente: — O Sr. Deputado Rui Tavares está a pedir a palavra. Também pretende intervir?

O Sr. Rui Tavares (L): — Sim, Sr. Presidente.

O Sr. Presidente: — Pois, a Mesa desconhecia, mas Deus Nosso Senhor vê tudo, e deve ter visto. Tem a

palavra, por 1 minuto.

Risos.

O Sr. Rui Tavares (L): — Sr. Presidente, eu inscrevi-me, como poderá confirmar o Sr. Secretário Duarte

Pacheco.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Toda a gente desconhecia!

O Sr. Rui Tavares (L): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: A democracia brasileira e a democracia portuguesa

são irmãs. O Brasil acolheu, de braços abertos, muitos democratas portugueses, a começar pelo General

Humberto Delgado, a quem — não esqueçamos — foi roubada uma vitória eleitoral,…

O Sr. Pedro Delgado Alves (PS): — A esse, sim!

O Sr. Rui Tavares (L): — … e Portugal recebeu, de braços abertos, muitos democratas brasileiros depois do

25 de Abril de 1974.

Talvez alguns não saibam, mas há partidos históricos brasileiros que foram fundados em Lisboa. Também

as repúblicas portuguesa e brasileira foram irmãs, tal como os nossos liberalismos foram irmãos.

O que acontece em Brasília, a invasão simultânea dos três poderes, por quem vandalizou, roubou, partiu,

sujou e só não matou, naquele momento, porque já tinha matado antes os seus adversários políticos, não nos

pode deixar indiferentes.

O Sr. Filipe Melo (CH): — Acabou o tempo!

O Sr. Rui Tavares (L): — Mas a melhor condenação que podemos fazer àquilo que se passou no Brasil é

estarmos atentos, porque o que se passou no Brasil passou-se no Capitólio, passou-se em vários outros países

e está a passar-se, também, em Portugal.

O Sr. Bruno Nunes (CH): — Já não tens tempo!

O Sr. Rui Tavares (L): — A suposta condenação, clara e inequívoca — é, aliás, do claro mais fosco e do

inequívoco mais equívoco que poderia haver —, condena de um lado, mas não condena do outro, fala a duas

vozes, com duas línguas. E fala, também, para quem, em Portugal, já se manifestou em frente ao Tribunal

Constitucional e lá deixou uma corda com uma forca.

A Sr.ª Rita Matias (CH): — Não mintas!

O Sr. Rui Tavares (L): — Não nos iludamos, só gosta da democracia quando ganha; quando perde, rouba

eleições, violenta e invade os espaços democráticos.

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