9 DE FEVEREIRO DE 2023
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de que a resposta tem de ser unida, tem de ser coesa, para, naturalmente, continuarmos este caminho de
prosperidade e que o projeto da União Europeia não esteja em causa.
O Sr. Presidente: — Sr. Deputado, tem de concluir.
O Sr. João Paulo Rebelo (PS): — Temos plena confiança que isso aconteça e, para terminar, Sr. Presidente,
temos a confiança até de quem hoje mesmo recebeu uma boa notícia, a de termos mais um pagamento no
âmbito do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) a ser garantido ao nosso País. Também isto se deve muito
a V. Ex.ª
Aplausos do PS.
O Sr. Presidente: — Tem a palavra para intervir, em nome do Grupo Parlamentar do PSD, a Sr.ª Deputada
Catarina Rocha Ferreira.
A Sr.ª Catarina Rocha Ferreira (PSD): — Sr. Presidente, Sr. Primeiro-Ministro, Sr.ª Ministra, Sr.as e
Srs. Deputados: Sr. Primeiro-Ministro, falou-nos, na sua intervenção inicial, sobre a guerra na Ucrânia, e, com
todo o respeito que tenho por V. Ex.ª, permita-me que lhe diga que o que se tem visto é um Governo português
que tem utilizado demasiadas vezes a guerra como desculpa para erros e falhas e menos como política externa.
Vozes do PSD: — Muito bem!
A Sr.ª Catarina Rocha Ferreira (PSD): — Convenhamos, Sr. Primeiro-Ministro, que responder a uma guerra
é também responder aos seus efeitos e não utilizar apenas a guerra como desculpa para a ausência de
respostas por parte do Governo.
Aplausos do PSD.
De resto, sem dúvida que os impactos da pandemia ainda hoje surtem efeito nos cidadãos da União Europeia,
e a estes acrescem os impactos da guerra na Ucrânia. A diferença é que o PSD olha para estes desafios com
vontade de procurar dar respostas e, ao contrário do Governo, o PSD recusa olhar para os impactos negativos
gerados pela pandemia, pela guerra, como desculpas que evitam o desenvolvimento do nosso País.
O Sr. Eurico Brilhante Dias (PS): — Pensei que era por causa disso que não tinham alternativas!
A Sr.ª Catarina Rocha Ferreira (PSD): — Passando diretamente à parte económica da intervenção de
V. Ex.ª, é evidente que a União Europeia tem de construir uma resposta que permita vencer os desafios da
transição energética e, simultaneamente, combater a inflação. Nesse sentido, seria importante percebermos, Sr.
Primeiro-Ministro, como e em que momentos é que Portugal defendeu a construção ou a adaptação de uma
resposta europeia a estes desafios e, neste âmbito, temos três questões muito concretas para colocar a V. Ex.ª
Em primeiro lugar, será essencial perceber o posicionamento de Portugal quanto à aplicação de um eventual
fundo europeu de soberania, já que esta questão não é unânime entre todos os Estados-Membros.
Em segundo lugar, parece que as respostas europeias só ocorrem ou porque respondemos à guerra na
Ucrânia, ou porque respondemos ao Inflaction Reduction Act, ou porque respondemos a qualquer outra coisa.
Sim, sem dúvida que temos de responder. Mas estarmos sempre a responder, sempre a reagir, será que é a
solução? Não deveríamos ter um mecanismo permanente que visasse prosseguir os objetivos do projeto
europeu? E, nesse sentido, Sr. Primeiro-Ministro, permita-me fazer como V. Ex.ª já fez em tempos neste
Parlamento e citar também, elogiosamente, o Prof. Cavaco Silva, que escreveu o seguinte: «Os ensinamentos
que se retiram da resposta que foi dada à crise deviam estimular os líderes europeus a rapidamente dotar a
zona euro de uma função de estabilização orçamental comum.» V. Ex.ª não concorda que deveríamos pensar
em criar um mecanismo orçamental europeu permanente nestes termos?