O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

I SÉRIE — NÚMERO 90

80

Preconizamos, ainda, a criação de unidades diferenciadas com equipas multidisciplinares nos hospitais

centrais do País e, finalmente, a emissão de vales-cirurgia para hospitais de referência no tratamento cirúrgico

da doença, válidos sempre que a resposta do Serviço Nacional de Saúde seja insuficiente.

Na Comissão de Saúde não deixaremos de aprofundar esta temática, contribuindo para uma ponderada e

esclarecida avaliação das diferentes propostas apresentadas pelos demais partidos, de forma a torná-las

robustas, no sentido de uma consciencialização da patologia e da criação de medidas que vão ao encontro

das necessidades das mulheres e das suas famílias.

Aplausos do PSD.

O Sr. Presidente: — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado João Dias, do PCP.

O Sr. João Dias (PCP): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Depois de termos todos tido aqui uma

apreciação sobre o que está em causa, de facto, o que fica por responder é o que os peticionários aqui

trouxeram. Onde é que está a estratégia nacional de combate à endometriose e adenomiose? De facto,

estamos aqui confrontados com não respostas. O PS veio aqui dizer que vai fazer tudo por tudo para que fique

tudo igual.

Vozes do PS: — Não vai nada!

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Parece o Rui Tavares!

O Sr. João Dias (PCP): — Responde com os CRI (centros de responsabilidade integrados), responde com

as USF e responde com a Agenda do Trabalho Digno.

A Sr.ª Maria Antónia de Almeida Santos (PS): — Não é nada disso!

O Sr. João Dias (PCP): — A doença está subdiagnosticada, o atraso no diagnóstico é brutal, precisamos

de equipas dedicadas, precisamos da proteção laboral, precisamos de combater a infertilidade. Estas são as

respostas!

Por isso, Srs. Deputados, nós precisamos de responder a estas pessoas com clareza e com a honestidade

de que tudo será feito. E esse caminho deve ser feito. Em vez de fazer um discurso redondo, assuma,

objetivamente, se concretiza ou não concretiza estas medidas, que são as que fazem a diferença na vida

destas pessoas — atenção Srs. Deputados, destas e das futuras gerações.

Aplausos do PCP.

O Sr. Presidente: — Tem a palavra, para uma intervenção, a Sr.ª Deputada Isabel Pires, do Bloco de

Esquerda.

A Sr.ª Isabel Pires (BE): — Sr. Presidente, Srs. Deputados e Sr.as Deputadas: Como disse na minha

intervenção inicial, o Bloco de Esquerda acompanhará os projetos que estão neste momento em discussão.

Recordo, no entanto, que tivemos este debate nesta Casa há três anos, em maio de 2020. Foi aprovada

uma série de medidas que já deveriam ter sido implementadas, nomeadamente a elaboração, por parte da

DGS, de normas de orientação e divulgação de informação sobre esta doença, a adoção de medidas de

informação e sensibilização no acesso a consultas e meios complementares de diagnóstico, a promoção junto

da comunidade escolar, a elaboração de uma campanha mediática informativa, a comparticipação de

medicamentos, tratamentos e terapias, a realização de um estudo sobre esta doença.

Passados três anos de este documento ter sido aprovado, o Governo nada fez e, por isso, apelamos

novamente a que se aprovem os projetos de lei, porque não podemos fazer com que milhares de mulheres

neste País, um pouco por todo o mundo, continuem a não ver garantido nenhum dos seus direitos. Desde há

Páginas Relacionadas
Página 0078:
I SÉRIE — NÚMERO 90 78 — falar da Agenda do Trabalho Digno e dizer qu
Pág.Página 78