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I SÉRIE — NÚMERO 92

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O que lhe pergunto é razoável, para o País poder compreender. O PSD tem dito que devemos recuperar a

contagem do tempo de serviço dos professores dentro do possível, se bem percebi as palavras de Luís

Montenegro.

Sr. Deputado, os professores demoram hoje, em média, 28 anos — 28 anos! — para chegar ao meio da

carreira. Era importante que os portugueses soubessem isto: um professor, para chegar a meio da carreira, tem

de passar, em média, 28 anos a ensinar. Quase nenhuma outra profissão tem de trabalhar 28 anos para chegar

ao meio da carreira.

Isto é responsabilidade direta do Partido Socialista.

O Sr. Pedro Pinto (CH): — É verdade, bem lembrado!

O Sr. André Ventura (CH): — O que lhe pergunto é: quão disposto está o PSD, até onde está o PSD disposto

a ir para fazer uma contagem justa, efetiva e real do tempo de serviço dos professores?

O Sr. Pedro Pinto (CH): — Muito bem!

O Sr. André Ventura (CH): — Porque é muito importante, Sr. Deputado, que a direita comece a ter, sobre

esta matéria, uma posição clara. Os professores merecem que seja contado o tempo de serviço que perderam

e que foi congelado desde os anos da troica e de José Sócrates.

O que perguntamos é até onde está o PSD disposto a ir nessa contagem do tempo de serviço e se estão

dispostos a acompanhar o Chega no sentido de fazer um grande esforço para recuperar integralmente o tempo

de serviço dos professores.

Aplausos do CH.

O Sr. Presidente: — Para responder, tem a palavra o Sr. Deputado António Cunha.

O Sr. António Cunha (PSD): — Sr. Presidente, começo por agradecer à Sr.ª Deputada Joana Mortágua e

ao Sr. Deputado André Ventura as questões colocadas.

Respondendo diretamente à Sr.ª Deputada Joana Mortágua, queria saber qual é o problema do Bloco com

as provas de aferição.

A Sr.ª Joana Barata Lopes (PSD): — Nós sabemos qual é!

O Sr. António Cunha (PSD): — Se o problema tem a ver com o nosso projeto de resolução, em que dizemos

claramente o que é que o Governo terá de fazer para melhorar e valorizar a carreira docente, quanto a isso

estamos à vontade, como é óbvio.

A Sr.ª Isabel Pires (BE): — Mas concretize!

O Sr. António Cunha (PSD): — Mas cabe ao Governo governar. Por isso é que está a governar, por isso é

que tem o mandato do povo português.

O PSD não se intromete nas negociações entre o Governo e os sindicatos, como é óbvio!

Vozes do PSD: — Muito bem!

Vozes do PS: — Ah!

O Sr. António Cunha (PSD): — Está a perguntar-me como é que se faria a contagem do tempo de serviço,

como é que se eliminariam as vagas para os 5.º e 7.º escalões? Os dados pertencem ao Governo, a

responsabilidade é do Governo, não é do PSD. O PSD não está a governar.

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