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11 DE MARÇO DE 2023

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Militante pelos ideais socialistas, logo após a Revolução contou-se entre os fundadores do Grupo de

Intervenção Socialista, de que foi dirigente, aderindo posteriormente ao Partido Socialista, de que permaneceu

dirigente nacional até à década de 90 e que o fez, como bem observou o atual Presidente da República,

«presente praticamente em todos os momentos essenciais da vida política portuguesa dos últimos 50 anos».

No quadro do apurado sentido de Estado que o norteou em todas as funções públicas que exerceu ao longo

da vida, integraria ainda o Conselho de Estado, de 1996 a 2006, por designação do Presidente da República.

A par do exercício da advocacia, que muito honrou — e cuja Ordem viria a distingui-lo com a sua Medalha

de Honra, em 2010 —, José Manuel Galvão Teles manteve uma atividade cívica da maior relevância, oferecendo

o seu contributo em diversas entidades ligadas à cultura, de que são exemplo as Fundações de Serralves, Mário

Soares, das Casas de Fronteira e Alorna e Júlio Pomar.

Foi agraciado pelo Presidente da República Jorge Sampaio, em 2005, com a Grã-Cruz da Ordem Militar de

Cristo e, no final de 2022, pelo Presidente Marcelo Rebelo de Sousa, com a Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

José Manuel Galvão Teles foi um dos homens que sonhou e ajudou a conquistar a nossa liberdade. Desde

muito jovem combatente contra a ditadura, a ele ficamos também a dever parte da construção da democracia

plural que hoje somos.

Assim, reunida em sessão plenária, a Assembleia da República expressa o seu pesar pela morte de José

Manuel Galvão Teles, saudando o seu percurso cívico na construção da democracia e endereça aos seus

familiares e amigos as suas mais sentidas condolências».

O Sr. Presidente: — Vamos proceder à votação da parte deliberativa deste voto de pesar.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Prosseguimos com o Projeto de Voto n.º 291/XV/1.ª (apresentado pela Comissão de Defesa Nacional e

subscrito por uma Deputada do PSD) — De pesar pelo falecimento do Sargento-Ajudante Carlos Mota e todos

os militares que faleceram ao serviço das Forças Armadas.

Tem a palavra, para proceder à respetiva leitura, a Sr.ª Secretária Lina Lopes.

A Sr.ª Secretária (Lina Lopes): — Sr. Presidente, Srs. Deputados, o projeto de voto é do seguinte teor:

«No passado dia 2 de março, no âmbito do planeamento e gestão das áreas de instrução, infraestruturas de

tiro e infraestruturas de treino do Campo Militar de Santa Margarida, foi empregue uma equipa para a

desativação de engenhos explosivos do Regimento de Engenharia n.º 1 com o intuito de destruição, no local,

de munições, explosivos e foguetes.

Na sequência dessa operação de desativação de engenhos explosivos, deu-se um grave acidente que

originou uma explosão, resultando, infelizmente, em cinco feridos e uma vítima mortal.

O Sargento-Ajudante Carlos Mota, que faleceu na sequência deste incidente, era um experiente e abnegado

militar de 47 anos que integrava a Brigada Mecanizada, tendo já participado em várias missões no estrangeiro:

duas no Líbano, como Chefe da Secção de Transportes Auto e uma na Bósnia-Herzegovina, como Comandante

da Secção do Módulo de Engenharia.

Neste momento de dor e consternação, a Assembleia da República, reunida em sessão plenária, manifesta

o seu profundo pesar pelo falecimento do Sargento-Ajudante Carlos Mota e todos os que perderam a vida ao

serviço das Forças Armadas e do País, transmitindo às suas famílias, amigos, camaradas e ao Exército

português as suas sentidas condolências.»

O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, vamos votar a parte deliberativa do projeto de voto que acaba de ser

lido.

Submetida à votação, foi aprovada por unanimidade.

Peço que guardemos 1 minuto de silêncio pelos três votos de pesar que acabámos de aprovar.

A Câmara guardou, de pé, 1 minuto de silêncio.

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