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24 DE MARÇO DE 2023

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O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Mais nada!

A Sr.ª Joana Cordeiro (IL): — Sobre os projetos de lei do Bloco de Esquerda e do PCP, novamente a fórmula

mágica: preconceitos contra o setor privado e a exclusividade dos médicos. E, enquanto isso, as pessoas ficam

sem resposta.

Sr.as e Srs. Deputados, para a Iniciativa Liberal, os problemas resolvem-se com liberdade de escolha, para

as pessoas e para os profissionais de saúde. Tivessem sido aprovadas as nossas propostas para dar um médico

de família a todas as pessoas, para a implementação das USF modelo C, e muitos dos constrangimentos desta

região poderiam estar resolvidos. E quanto à localização do novo hospital do Oeste, o que pedimos é que se

defenda o interesse das pessoas em detrimento de qualquer outro interesse.

Aplausos da IL.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Pelo PAN, tem a palavra, para uma intervenção, a Sr.ª Deputada Inês de

Sousa Real.

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Sr. Presidente, Srs. Deputados: Gostaria de começar por saudar os

peticionários, bem como a Comissão de Utentes da Saúde do Concelho de Peniche, quer pelo trabalho que têm

desenvolvido, quer também por nos trazerem este tema a debate.

Antes de entrar no tema em concreto, permita-me apenas que diga, Sr.ª Deputada Joana Cordeiro, da

Iniciativa Liberal, que falar em liberdade de escolha, quando não há opção nem no privado nem no público e

quando as pessoas não têm os mesmos rendimentos, é falaciar aquilo que, efetivamente, é o elevador social,

que há muito está avariado no nosso País.

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Vá estudar!

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — É por isso que o PAN se põe ao lado da oferta pública, no que diz

respeito à saúde. Porque quando falamos — aliás, é impossível ficarmos indiferentes ao número absolutamente

elevado e assustador — que mais de 35 % da população em Peniche não tem médico de família,…

O Sr. João Dias (PCP): — É 45 %, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — … aliás, que mais de 45 %, Sr. Deputado, da população não tem

médico de família, percebemos a importância do Serviço Nacional de Saúde, dos centros de saúde e de termos

acesso público àquilo que tem de ser um direito de todos os nossos concidadãos.

De facto, é intolerável hoje, não só este rácio, mas também que mais de metade do investimento que é

dedicado à saúde vá, também, para serviços privados,…

O Sr. Rodrigo Saraiva (IL): — Públicos ou privados não interessa, têm é de existir!

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — … porque esse é um argumento absolutamente falacioso, quando

olhamos para os números e para o investimento que o Estado acaba por fazer.

Tem havido, também, um debate em torno daquela que possa ser a opção de um centro hospitalar do Oeste.

Sabemos que uma futura solução irá servir parte da população, independentemente da localização que está a

ser discutida, mas, enquanto se discutem localizações, o problema local e nacional continua sem resposta e é,

por isso, fundamental garantir que, quer para Peniche, quer para o demais País, existam respostas e soluções.

O Sr. Presidente (Adão Silva): — Tem de concluir, Sr.ª Deputada.

A Sr.ª Inês de Sousa Real (PAN): — Vou concluir, Sr. Presidente.

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