O texto apresentado é obtido de forma automática, não levando em conta elementos gráficos e podendo conter erros. Se encontrar algum erro, por favor informe os serviços através da página de contactos.
Não foi possivel carregar a página pretendida. Reportar Erro

25 DE MARÇO DE 2023

23

O Sr. João Dias (PCP): — Bem lembrado!

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Muito bem!

O Sr. Manuel Loff (PCP): — Foi por proposta do PCP que, em 2020, a gratuitidade das creches começou

a ser aplicada às crianças mais pobres, abrangendo cerca de 30 000 bebés, e é também em resultado da

iniciativa do PCP que os bebés nascidos depois de 1 de setembro de 2021 têm direito a creche gratuita, o que

é um passo muito importante num caminho que tem de se fazer mais rapidamente. Contudo, enquanto não se

ampliar esta medida a todas as crianças, tal não resolverá o problema.

O PCP não defende apenas a gratuitidade das creches. Sem prejuízo do papel complementar e relevante

que cabe às instituições de solidariedade social, que asseguram uma parte da resposta, o PCP defende a

criação de uma rede pública, capaz de suprir a carência de vagas que hoje se verifica em Portugal e que

constitui, na prática, a negação do direito à creche e a negação da sua gratuitidade para milhares de crianças

e respetivas famílias.

O Sr. Bruno Dias (PCP): — Exatamente!

O Sr. Manuel Loff (PCP): — A gratuitidade assume particular relevância na vida das famílias e constitui,

recordamo-lo, um estímulo à natalidade. É uma medida com um impacto muito positivo, uma vez que permite

a uma família ter a segurança de saber que, tomando a decisão de ter um filho, tem assegurada a resposta de

creche e que a mesma é gratuita. Só que as crianças, as famílias, este País precisam de uma rede pública de

creches que assegure que todos os bebés, e não apenas alguns,…

O Sr. João Dias (PCP): — Muito bem!

O Sr. Manuel Loff (PCP): — … tenham acesso a equipamentos de qualidade, que assegure que as

famílias tenham vaga garantida, e não hipotética, e que seja parte de uma estratégia de combate ao défice

demográfico.

Todos os estudos demonstram que, em Portugal, as pessoas em idade fértil querem ter mais filhos. Mas

essa não é uma decisão simplesmente em torno de questões de conforto, e muito menos em torno de

questões da moral, está, sim, naturalmente correlacionada com uma realidade que, em Portugal, se

caracteriza pela precariedade, pelo desemprego, pelo custo incomportável da habitação, pela falta de

condições de trabalho dignas, pelos horários desregulados e pela falta de tempo para viver.

Relativamente às várias iniciativas trazidas hoje à discussão, as questões nelas colocadas confirmam o

que temos afirmado ao longo destes anos: só é possível alcançar a verdadeira articulação da vida profissional

com a vida pessoal e familiar com o combate ao desemprego e à precariedade, com a revogação dos

mecanismos que desregulam os horários de trabalho — tais como os bancos de horas e as adaptabilidades,

os turnos rotativos intensos e o trabalho noturno —, assim como com a aplicação da redução da jornada de

trabalho semanal para as 35 horas, complementando com a valorização dos salários e melhores condições de

trabalho, que permitam aos pais trabalhadores terem tempo para viver em família e para acompanhar os seus

filhos.

Aplausos do PCP.

A Sr.ª Presidente (Edite Estrela): — Para uma intervenção, tem a palavra o Sr. Deputado Rui Tavares, do

Livre.

O Sr. Rui Tavares (L): — Sr.ª Presidente, assistimos, no início deste debate, a uma troca de ideias entre

PS e PSD que é muito comum, a vários níveis: o PS salientando o avanço que é a gratuitidade gradualmente

universal do acesso às creches e o PSD dizendo que, enquanto ela não se verifica, é preciso recorrer mais ao

setor social, nomeadamente às creches privadas.

Páginas Relacionadas
Página 0004:
I SÉRIE — NÚMERO 106 4 O Sr. Presidente: — Srs. Deputados, já estamos
Pág.Página 4
Página 0005:
25 DE MARÇO DE 2023 5 Temos tomado várias medidas quer para fazer face ao aumento d
Pág.Página 5
Página 0006:
I SÉRIE — NÚMERO 106 6 O que estamos a fazer ao longo dos anos é a co
Pág.Página 6
Página 0007:
25 DE MARÇO DE 2023 7 O Sr. Presidente: — Para apresentar a iniciativa do Chega, te
Pág.Página 7
Página 0008:
I SÉRIE — NÚMERO 106 8 câmaras à volta — vai-se percebendo que, afina
Pág.Página 8
Página 0009:
25 DE MARÇO DE 2023 9 Assim, em vez de o assunto ser tratado ano a ano no Orçamento
Pág.Página 9
Página 0010:
I SÉRIE — NÚMERO 106 10 Aplausos da IL. O Sr. Pr
Pág.Página 10
Página 0011:
25 DE MARÇO DE 2023 11 tendo em vista assegurar a célere execução do Plano de Recup
Pág.Página 11
Página 0012:
I SÉRIE — NÚMERO 106 12 Estamos a falar do mesmo Governo que tutela o
Pág.Página 12
Página 0013:
25 DE MARÇO DE 2023 13 Mas, Srs. Deputados, o projeto de lei do Chega está, franca
Pág.Página 13
Página 0014:
I SÉRIE — NÚMERO 106 14 A Sr.ª Ministra Adjunta e dos Assuntos Parlam
Pág.Página 14